Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Entenda a Palavra de Deus

Entenda a Palavra de Deus

A Bíblia condena os actos homossexuais em si?

Em Deuteronómio 23:17, lemos: "Não haverá prostituta dentre as filhas de Israel; nem haverá sodomita dentre os filhos de Israel." Ora, no contexto em que este versículo se encontra,  a homossexualidade só foi condenada por se relacionar com a idolatria?

 

PROBLEMA: Aqueles que defendem a homossexualidade argumentam que a condenação bíblica da prática foi por causa das prostitutas cultuais e das práticas homossexuais que havia nos templos idolatras (Dt 23:17). Assim, insistem em dizer que a homossexualidade em si não é condenada, mas que apenas os actos homossexuais associados à idolatria, tais como os praticados pelas prostitutas do templo (1 Reis 14:24) o são.

 

SOLUÇÃO: As práticas homossexuais não são condenadas na Bíblia simplesmente por terem sido relacionadas com a idolatria. Isso é evidente por várias razões:

 

Primeiro, a condenação das práticas homossexuais com frequência é feita fora de qualquer contexto da prática da idolatria:

 

"Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é;" Levítico 18:22

"Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro." Romanos 1:26,27

 

Segundo, quando a homossexualidade é associada com a idolatria (tal como a prostituição cultural, no templo), as duas coisas não são ligadas em essência. São apenas pecados concomitantes, mas não há uma equivalência entre eles.

 

Terceiro, o pecado da infidelidade sexual, com frequência, é usado como uma ilustração da idolatria (por exemplo, Oséias 3:1; 4:12), mas ele não tem necessariamente uma conexão com ela. A idolatria é uma forma espiritual de imoralidade. Mas a imoralidade é errada, mesmo no caso de não ter conexão alguma com nenhuma forma de idolatria.

 

Quarto, a idolatria pode levar à imoralidade (cf. Rm 1:22-27), mas são pecados diferentes.

 

Quinto, até mesmo os Dez Mandamentos fazem distinção entre a idolatria (Primeira Tábua da Lei, Êxodo 20:3-4) e os pecados do sexo (Segunda Tábua da Lei, Êxodo 20:14,17).

 

homossexualidade.jpg

 

Do livro:  MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e"Contradições" da Bíblia

Norman Geisler - Thomas Howe

 

O Verdadeiro Cristão

"Convém, pois, que o bispo [cristão] seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus? ); [...] Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo.
Da mesma sorte os diáconos [cristãos] sejam honestos, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância; guardando o mistério da fé numa consciência pura.[...] sejam maridos de uma só mulher, e governem bem a seus filhos e suas próprias casas. Porque os que servirem bem [...], adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus."

 

cristão em casa.jpg

 

1 Timóteo cap. 3

 

 

 

Entendendo Biblicamente o Dom das Línguas - Fim

A necessidade de ordem congregacional

"Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus. E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro. Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados. E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos. As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja. Porventura saiu dentre vós a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós? " (1 Coríntios 14:26-36)

 

Paulo acaba de se referir às ocasiões em que "toda a igreja" se reúne "Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar," (1 Coríntios 14:23).

Ele fala do que acontece nessas ocasiões, e ensina o que devia acontecer, porque, tal como vemos nos nossos dias, em Corinto havia uma evidente tendência para a desordem, se não para o caos. Paulo corrige os indivíduos que agiam segundo  as suas preferências pessoais, em vez de pensarem nas necessidades e na sensibilidade dos outros.

Paulo pede controle dos que possuem o dom de línguas: "E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus. E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro." (V. 27-28), esclarecendo que, na reunião da igreja, o falar em línguas deve SEMPRE vir acompanhado de interpretação. Paulo limita o número dessas línguas seguidas de interpretação em cada reunião: "E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três".

 

Sem dúvida que a orientação de Paulo deve ter soado como uma castigo severo para os coríntios entusiasmados.

Esse ensino bíblico devia levar os líderes e os cristãos dos nossos dias a não empolar um dom, no caso o dom de línguas, dando uma ênfase desmedida não apenas ao dom, mas àqueles que o possuem, em detrimento de outros ministérios e dons tão importantes quanto.

É falta de entendimento e de discernimento não reconhecer que Paulo LIMITOU o uso das línguas, PROIBINDO o seu exercício caso não haja a respectiva interpretação.

 

Na prática, isso significa que, se a primeira língua falada não for interpretada, os outros irmãos que têm o dom devem "manter-se em silêncio". E, isto quer dizer que, falar alto, consigo mesmo, em línguas, perturbando os outros, é DESOBEDECER à orientação apostólica prescrita neste capítulo onde o ensino claro é "Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor." 1 Coríntios 14:37).

Paulo sabia muito bem que o portador do dom pode falar consigo mesmo e com Deus silenciosamente, para não perturbar nem distrair os outros. Se não há intérprete devemos subentender que, com certeza, Deus deseja falar ao povo de alguma outra maneira.

Paulo é muito claro quando ensina que: Falar em línguas (e também profetizar, v.30) não é um fenómeno incontrolável. Quem possui o dom pode escolher usá-lo em particular ou publicamente, pode mantê-lo para si em silêncio mesmo estando em público. Nos versículos 30 e 32, Paulo reforça a questão do auto-controle em TODAS as manifestações genuínas do Espírito Santo. Um profeta ou alguém que fala em línguas, não pode alegar que tem que continuar a falar porque o Espírito o compele a fazer isso; havendo motivos para que fique em silêncio, ele deve ficar.

O Apóstolo fundamenta o seu ensino no próprio carácter de Deus quando diz: "Deus não é Deus de confusão" (v.33). Quando o Espírito está realmente no controle, Ele produz paz, não confusão.

E, perguntam alguns irmãos, se o pastor da igreja incentivar toda a igreja a falar em línguas ao mesmo tempo?

_ Está a desobedecer à orientação apostólica. Ponto.

"Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor. Mas, se alguém ignora isto, que ignore." (1 Coríntios 14:37-38)

 

Entendendo Biblicamente o Dom das Línguas - 4ª parte

AMADOS IRMÃOS, É URGENTE ENTENDER:

As limitações no impacto do uso do dom de línguas sobre os de fora!

"De outra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o Amém, sobre a tua acção de graças, visto que não sabe o que dizes? Porque realmente tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado. ... Está escrito na lei: Por gente de outras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo; e ainda assim me não ouvirão, diz o Senhor. De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis. Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos? Mas, se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado. E, portanto, os segredos do seu coração ficam manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós." (1 Coríntios 14:16-17; 21-25)

Ao contrário dos líderes e pastores dos nossos dias, Paulo está sempre preocupado com a maneira como o culto cristão afecta o indouto (incrédulo)  (v.16). Ele não espera apenas que tais pessoas estejam presentes nessas ocasiões,  mas também espera que elas se arrependam por causa da presença manifesta do Espírito. Ambas a expectativas constituem um desafio para a nossa vida na igreja, hoje.

Antes de dar vazão ao uso das línguas e desatar numa algaraviada confusa e descontrolada, os super-espirituais que não se conseguem controlar, deviam pensar:

 

_ Os indoutos (incrédulos) estão presentes?

 _ Será que eles se encontram com o Senhor?

_ O que será que eles pensam quando eu desato a gritar palavras ininteligíveis ou sílabas sem qualquer sentido?

 

Alguns estudiosos acreditam que, quando se referia aos "indoutos", Paulo  estava a falar daqueles pagãos que não estavam acostumados ao fenómeno do falar em línguas, tanto nos cultos pagãos como na igreja cristã. Ora, qualquer igreja local que preze pelo evangelismo tem pessoas deste tipo a assistir aos cultos. Essas pessoas ainda não são crentes, na verdade ainda são incrédulas, mas estão quase a fazer um compromisso. Daí que, não se devia fazer nada que brotasse do espírito de auto indulgência de alguns cristãos entusiasmados, que pudesse levá-las de volta à incredulidade, da qual seria muito mais difícil arrancá-las.

 

Paulo foi claro como água ao afirmar que as línguas são apenas para os cristãos nos seus momentos devocionais, em particular; não devendo ser usadas no culto público, a não ser que haja interpretação. Ele não se contradiz, quando, no versículo 22 diz que as línguas constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos. Então, porque é que ele diz isto?

 

Porque ele está a fazer alusão a uma citação de Isaías 28:11-12 "Assim por lábios gaguejantes, e por outra língua, falará a este povo. Ao qual disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; porém não quiseram ouvir." ( Isaías 28:11-12) _ e ao contexto mais amplo de Isaías 28 como um todo _  e essa citação indica qual é o tipo de "sinal" a que Paulo se refere no versículo  21. Tanto aqui, como no versículo 23, ele está a mostrar que o impacto do falar em línguas ininteligíveis  confirma a incredulidade daqueles que não têm uma fé viva em Deus. 

A própria ininteligibilidade alimenta as suas mentes não regeneradas e as suas vontades insubmissas; eles concluem que os cristãos são loucos e não têm nada de novo para oferecer a não ser barulho e confusão.

 

As palavras gregas que foram traduzidas por "estais loucos" (v. 23) não significam "qualificados para o Magalhães Lemos (hospital de doentes mentais)", mas sim: "sob a influência de alguma força espiritual igual àquelas que agiam nos cultos de mistério." No contexto de Corinto, o que Paulo está a dizer é que:  o resultado líquido de os crentes falarem em línguas no decorrer do culto é que aquelas pessoas que eles queriam conquistar, ficariam convencidas de que o cristianismo é igual a qualquer outra religião de mistério, na qual precisam ser iniciadas se quiserem participar. Então, se não forem iniciadas no vocabulário (línguas estranhas) e nas práticas secretas (que elas pensam existir), afastam-se. 

 

Será que já parámos para pensar quantas pessoas interessadas  descobrem nas nossas congregações hábitos semelhantes  aos que já praticavam e, desalentadas, nunca mais voltam?

 

Isto é muito sério e  devia fazer-nos reflectir, por exemplo: num católico romano que já tenha tido a experiência de falar-em-línguas ou de ouvir falar-em-línguas na igreja católica, e que foi convidado para ouvir o evangelho. Ele acompanha-nos, chega à igreja e... Ouve exactamente aquilo que ouvia, vê aquilo que via, ouve falar aquilo que ele mesmo também fala, mudar para quê? Qual é a diferença?

 

Fomos chamados para pregar o evangelho! Não para nos evidenciarmos num dom audível e espantar aqueles que vêm para ouvir o evangelho e... Só ouvem barulho! Gritar em línguas na igreja não converte ninguém e... Não edifica o irmão do lado.

 

Só  "a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.  E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar." (Hebreus 4:12-13).

E, se alguém se descontrola no culto público e desata a gritar emitindo sons que ninguém pode entender, mas que atrapalham e confundem os outros crentes e os incrédulos, ainda não entendeu que: "os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos." (1 Coríntios 14:33)

Amados, desculpar-se com o agir do Espírito Santo para agir como louco aos olhos dos outros, não é sábio nem tem aprovação bíblica.

 

Quando Paulo diz:  "os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.", ele está a ensinar que falar em línguas não é um fenómeno incontrolável. Quem possui o dom pode escolher usá-lo em público ou em particular. Por essa razão é perigosíssimo e enganoso usarmos a palavra êxtase (como aparece em algumas traduções) para descrever qualquer dom do Espírito, sobretudo o falar em línguas. Essa terminologia reintroduz experiências e conceitos pagãos no campo da operação divina. O Espírito Santo não anula a vontade e a mente dos seres humanos. Pelo contrário, no Seu imenso amor, Ele obtém a nossa cooperação espontânea, sem jamais nos obrigar a fazer alguma coisa. Em qualquer análise dos dons espirituais, é essencial verificar este princípio de auto-controle.

OS RESPONSÁVEIS PELA ADORAÇÃO NA IGREJA PRECISAM SALIENTAR FIRMEMENTE ESSE PRINCÍPIO.

 

_ Então, porque será que não o fazem?

_ Porque é que convencionaram que quem não fala em línguas é menos espiritual do que os que falam?

_ Porque é que determinaram que quem não fala em línguas não é cheio do Espírito Santo?

_ Porque é que dão tanto relevo a um dom que tantos problemas causou na igreja de Corinto?

_ Porque é que voltaram a ser tal e qual como os Coríntios que colocavam esse dom acima dos outros todos?

_ Porque é que mudaram o ensino das Escrituras que diz: "Pelos frutos os conhecereis!", para: "Pelo falar-em-línguas os conhecereis!"

É URGENTE VOLTAR AO EVANGELHO!

 

10641087_858174374193777_1880841253851294941_n.jpg

 

Baseado no livro: "A Mensagem de 1 Coríntios - A Vida na Igreja Local"

Entendendo Biblicamente o Dom das Línguas - 3ª parte

Limitações na integridade pessoal:

 

"Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar. Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto. Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento. De outra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o Amém, sobre a tua acção de graças, visto que não sabe o que dizes? Porque realmente tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado. ... Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida. Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento." (1 Coríntios 14:13-17; 19-20)

 

Paulo destacou os benefícios pessoais para o cristão que fala em línguas na sua vida de oração: "O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo," (v. 4a).

 

Paulo ensinou que "falar-em-línguas" realmente beneficia o indivíduo e que devemos buscar TODOS os dons, mas ele alerta:  "...  se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto." (v. 14). Ele desejava que os cristãos de Corinto fossem homens maduros quanto ao juízo (v. 20); e isso exige que a mente seja exercitada por meio do Espírito, até ao limite da sua capacidade.

 

No ambiente emotivo e eufórico da igreja de Corinto, que ainda recebia fortes influências de experiências vividas nas religiões de mistério, o tema da integridade precisava de ser atacado de um ângulo diferente. A tendência dos coríntios era desvalorizar a importância da mente. Falar em línguas realmente beneficia o indivíduo, mas a sua mente fica infrutífera (v. 14). Paulo deseja que os cristãos de Corinto amadureçam quanto ao juízo (v. 20); e isso exige que a mente seja exercitada por meio do Espírito, até ao limite da sua capacidade.

 

Paulo menciona cinco áreas da vida cristã onde isto precisa ser feito:na oração e nos cânticos (v. 15), na acção de graças (vs. 16-17), na instrução (v. 19) e no juízo (v. 20). O cristão que não permite que o Espírito alargue e renove a sua mente nestas áreas, está a resistir à obra divina da santificação.

 

Havia muitos crentes em Corinto cuja experiência no Espírito se limitava a manifestações que excluíam a mente por completo.

 

Paulo expressou a firme resolução de orar, cantar e dar graças com o espírito, mas também... com a mente (v. 15). Ele demonstra a sua enorme preocupação em edificar a igreja quando diz que prefere dizer algumas poucas palavras sábias e, inteligíveis, para instruir os cristãos na fé, do que falar dez mil palavras em outra língua (v. 19).

 

O descontrole dos cristãos coríntios levou  Paulo a enfatizar o equilíbrio entre o racional e o não-racional, por isso apelou intensamente para que os Coríntios buscassem maturidade.

 

Precisamos de "Paulos" nas igrejas de hoje e os cristãos precisam colocar a instrução sábia das Escrituras acima de tudo.

 

Paulo LIMITOU o uso das línguas no culto, PROIBINDO o seu exercício caso não haja a respectiva interpretação. Na prática, isso significa que, se a primeira língua falada não for interpretada, os outros que têm o dom devem "manter-se em silêncio". Silêncio significa ausência de barulho.

 

Falar alto, consigo mesmo, em línguas, perturbando os outros, é desobedecer à orientação apostólica prescrita neste capítulo. "Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor." (1 Coríntios 14:37). Paulo sabe muito bem (por experiência própria?) que o portador deste dom pode falar consigo mesmo e com Deus silenciosamente, para não perturbar nem distrair os outros.

Infelizmente, não temos visto "Paulos" a repreender o descontrole de muitos que desobedecem ostensivamente ao ensino das Escrituras. Porquê?

 

Dom de Linguas.jpg

 

 

Baseado no livro:

A Mensagem de 1 Coríntios - A Vida na Igreja Local

Entendendo Biblicamente o Dom das Línguas - 2ª parte

a) Limitações no entendimento:

 

Naturalmente, qualquer pessoa incrédula e mesmo alguns crentes que ouvem, acham que o falar em línguas é uma algaraviada. Na verdade, não há nenhum conteúdo inteligível nem para quem fala, nem para quem ouve.

 

No versículo 11, Paulo fala-nos da reacção daqueles que estão presentes, comparando-a com o relacionamento entre os gregos e os bárbaros. Os gregos orgulhavam-se  muito da beleza da sua língua e consideravam todas as outras línguas grosseiras e inferiores. Ou seja, para aqueles que ouviam a algaraviada das "línguas", estas soavam como se fossem a língua sem sentido dos bárbaros.

O que mais interessa a Paulo no contexto "igreja" é se o conteúdo pode ser entendido pelos demais crentes, pelos "interessados" e pelos de fora. Se for ininteligível, a sua prática deve ser restringida porque não contribui para a edificação dos que ouvem.

 

O ministério do Espírito Santo produz harmonia e não gritaria e confusão "Da mesma sorte, se as coisas inanimadas, que fazem som, seja flauta, seja cítara, não formarem sons distintos, como se conhecerá o que se toca com a flauta ou com a cítara?" (1 Coríntios 14:7) e capacita o povo de Deus para a batalha espiritual  "Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?" (1 Coríntios 14:8).

Essas duas questões não podem ser camufladas, sendo, portanto, crucial canalizar o entusiasmo pelos dons espirituais para alvos construtivos: o zelo inato dos cristãos deve ser utilizado para a edificação da igreja "Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles, para edificação da igreja." (1 Coríntios 14:12).

 

O procedimento correcto de quem fala línguas e deseja que esse dom seja usado para a edificação da igreja, é orar para que as possa interpretar "Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar." (1 Coríntios 14:13). Paulo não demonstra nenhum constrangimento ao dizer que a mesma pessoa dotada pelo Espírito primeiro fale numa língua e, então, imediatamente traga uma interpretação como resposta de Deus.

 

Paulo também insiste na necessidade de evitar situações em que algum participante do culto se sinta excluído, confuso ou perdido. Ele parece incluir aqui aqueles que não estão iniciados nos segredos das línguas "De outra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o Amém, sobre a tua acção de graças, visto que não sabe o que dizes?" (1 Coríntios 14:16) e aqueles que estão a ser instruídos ou que estão a avaliar o compromisso cristão "Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos?" (1 Coríntios 14:23).

Por isso, porque a edificação da igreja era o alvo prioritário de Paulo, ele tomou a firme decisão de esperar que o Espírito o usasse no ministério às igrejas, por meio de revelação, ou de ciência, ou de profecia, ou de doutrina como ele mesmo diz: "E agora, irmãos, se eu for ter convosco falando em línguas, que vos aproveitaria, se não vos falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina?" (1 Coríntios 14:6)

 

É por um desses meios que Paulo vai beneficiar genuinamente a igreja, independentemente de quantas línguas estranhas possa falar e, sabemos que ele falava mais línguas do que qualquer um dos irmãos como nos diz o versículo 18: "Dou graças a Deus, porque falo mais línguas do que vós todos".

Porque é que os líderes pentecostais de hoje promovem, incitam e se manipulam a "gritaria" no culto, quando vemos que Paulo orientou a igreja no sentido de não criar confusão nem escândalo? Porque é que ignoram o ensino do apóstolo?

"Todavia, eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida." (1 Coríntios 14:19).

E pior... Porque é que permitem manifestações ruidosas e ridículas em nome de um "deus" criativo? Porque é que permitem que as pessoas tenham comportamentos descontrolados quando a Palavra de Deus nos ensina que: "os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos." (1 Coríntios 14:32-33)?

Atribuir ao Espírito Santo um descontrole emocional evidente não será blasfemar d'Ele?

Será que os "super espirituais" que fazem questão de dar vazão às suas emoções durante os cultos públicos se preocupam com aquelas pessoas que estão na igreja pela primeira vez? Será que se preocupam com o que os incrédulos pensam quando vêm um cristão, ou vários, a miar, a correr e a dançar dentro da casa de oração, a rir descontroladamente, a balbuciar sons ininteligíveis e até a bater com os pés no chão tal e qual uma criança a fazer birra?

Não será hora de exigir aos coríntios do nosso tempo aquilo que Paulo exigiu aos de outros tempos?

 

10609691_856730517671496_5050362772201202282_n.jpg

 Maria Helena Costa

Entendendo Biblicamente o Dom das Línguas - 1ª parte

Eu sei que este assunto não é fácil de abordar… Mas vou tentar expô-lo de forma bíblica porque esta é a única forma através da qual devemos olhar para o "dom das línguas".

 

Infelizmente, muitos cristãos, foram e são formatados para medir a espiritualidade de outros cristãos pela quantidade de sílabas incoerentes que gritam ou deixam de gritar, pelos tombos que dão, pelo barulho que fazem e, para "jurar a pés juntos" que todos os cristãos cheios do Espírito Santo  têm que falar em línguas e fazer figurinhas tristes, caso contrário, não O têm. FALÁCIA!

 

O pior é que, conforme a cisma acerca do dom das línguas se tornou, em tudo, igual à da igreja de Corinto, na qual ele era considerado acima de todos os outros dons pelos coríntios vaidosos e imaturos, muitos cristãos sinceros, amorosos e fiéis a Deus, sentem-se excluídos ou inferiorizados por o Espírito Santo não os fazer falar em línguas, por não terem o mesmo dom que os outros alardeiam, por não serem clones dos outros.

 

Claro que há sempre alguns "experts" com conselhos tão "sábios" e "bíblicos" como este: "_ Irmão, quando sentir um ardor no peito e a língua a entaramelar, não pare e verá que começa a  falar  em línguas!?"

 

Ardor? Entaramelar? Emoção? Miar? Ladrar? Bater os pés nos chão e bater as palmas num barulho infernal? Gritar descontroladamente? Rastejar? Rir descontroladamente? Dançar? Saltar? Correr?

 

Desculpem, mas isso não é o Espírito Santo!

Isso é a emoção levada ao limite e extravasada com a desculpa esfarrapada de que Deus é criativo… A Bíblia não nos fornece base para culpar o Espírito Santo pelo descontrole psicológico e emocional de pessoas que ainda não entenderam o que Paulo ensina à igreja.

 

É verdade! Deus, o Espírito Santo, é Criativo, mas não é um Deus de confusão e não é idiota. _ Miar? Bater com os pés no chão? Rir descontroladamente? Saltar? Gritar?

Para edificar quem? Para honrar quem? Ou, será que é apenas para escandalizar tantos?

 

Posso imitar perfeitamente aquilo que ouvi tantas vezes, posso deixar-me levar pela emoção e descontrolar-me, posso pular, correr, miar, bater palmas, falar línguas estranhas ao meu vizinho do lado, grunhir e… Não ter em mim nenhum fruto do Espírito Santo! Aliás, deixar-se levar pela emoção ao ponto de ridicularizar o dom do Espírito, escandalizar aqueles que vão pela primeira vez à igreja  e atrapalhar o culto a Deus, é uma clara demonstração da falta do fruto do Espírito.

 

O problema, é que eu tenho temor do Senhor e não me imagino a imitar o dom que o Espírito Santo dá a cada como Lhe apraz. Não me imagino a mentir para parecer mais espiritual aos que fazem questão de mostrar a sua muita espiritualidade através de comportamentos estranhos e questionáveis. Deus nos ajude a depender d’Ele e da Sua Soberania para tudo, e não de "línguas entarameladas" e "ardores no peito" (isso é uma crença mórmon)!

 

Aos promotores do: "_ E agora vamos todos falar em línguas!", como se o dom das línguas dependesse em algum momento do querer do homem, deixo umas perguntas:

 

_ Nas vossas Bíblias tem isto escrito? _ "E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos doutores? são todos operadores de milagres? Têm todos o dom de curar?  falam todos diversas línguas? interpretam todos?" (1 Coríntios 12:28-30)

 

Sabem qual é a resposta para cada uma das perguntas? _ NÃO!

 

_ E, já agora, só por curiosidade, porque insistem em permanecer no erros dos Coríntios e ignoram o ensino de Paulo que diz: "E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus." (1 Coríntios 14:27-28)

 

Será que os que falam em línguas ininteligíveis são mais espirituais do que Paulo, que disse:

"Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida. Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento. Está escrito na lei: Por gente de outras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo; e ainda assim me não ouvirão, diz o Senhor. De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis. Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos?" (1 Coríntios 14:19-23)

 

Assim como em todos os fenómenos espirituais no contexto de Corinto, devemos ter o cuidado de não aceitar credulamente qualquer aparente falar-em-línguas como se fosse o dom de Deus. Não podemos ignorar que tal fenómeno era comum nas religiões de mistério da Grécia e que, ainda hoje é encontrado com frequência em diversas culturas e cultos de carácter pagão. Aliás, a igreja católica tem alguns católicos carismáticos que falam em línguas e alguns desses falantes vão ao ponto de afirmar que foi a Virgem Maria que lhes concedeu o dom do Espírito Santo. Complicado!

 

O dom de línguas deve ser sempre avaliado pelos critérios que Paulo nos ensina nos capítulos 12 e 14. Alguns comentaristas chegam ao ponto de afirmar que o "falar-em-línguas" moderno não tem nada a ver com o que o apóstolo Paulo nos diz nos capítulos 12-14, e atribuem o fenómeno a causas puramente psicológicas ou até mesmo a uma imitação satânica do verdadeiro dom bíblico.

 

Paulo ensina que Deus distribui os dons conforme Lhe apraz, apesar de ele, Paulo, afirmar que gostava que cada cristão de Corinto falasse em línguas (para edificação PESSOAL caso não houvesse interprete) e profetizasse (para edificação da IGREJA) "E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação." (1 Coríntios 14:5), todo o ensino do apóstolo nos mostra que a maior preocupação dele era a igreja como um todo e não o indivíduo. É por isso que ele destaca as limitações do falar em línguas no que concerne à edificação da igreja.

 

Dou graças a Deus porque o meu Salvador disse: "Pelos frutos os conhecereis!" e não: "Pelas línguas e comportamentos estranhos os conhecereis!" Infelizmente,  já vi muitos a falar em línguas estranhas (que ninguém entendia) a torto e a direito e… frutos do Espírito… nada. Aliás, só envergonhavam o nome do Senhor!

 

Nos próximos textos, Paulo apresenta-nos as três maiores limitações de falar em línguas, que se referem ao entendimento, à integridade pessoal e ao impacto sobre os de fora.

 

11335507_1444540672531967_1686621597_n.jpg

 Maria Helena Costa

 

Jesus Concedeu ao Homem o Poder de Perdoar Pecados?

É importantíssimo entendermos o que Jesus quis dizer quando disse aos seus discípulos: "aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos." (João 20:23)

 

 Muitos, entre os quais alguns cristãos sinceros, vêem nestas palavras de Jesus aquilo que o papa Francisco ontem descretou: "A partir de hoje, os padres católicos podem perdoar às mulheres que fizeram aborto."

Nem vou especular porque é que não lhes perdoavam antes, caso elas se confessassem arrependidas... Não há nenhum caso na Bíblia em que pecadores sinceramente arrependidos não fossem perdoados.

 

 

A primeira coisa que precisamos ter em mente, é que a Bíblia, sendo a Palavra de Deus, nunca se contradiz. E ela é muito clara quando revela o que os judeus, a quem tinha sido dada a lei, pensavam acerca disso: "Quem pode perdoar pecados, senão Deus?" (Marcos 2:7). Jesus, como Filho de Deus, podia e pode fazê-lo, mas homem nenhum tem esse poder. Mas, perguntas tu: "_ Então, porque é que Jesus disse que sim?"

 

Ele não disse isso! Para percebermos isto, é importante examinar as palavras que Jesus disse no contexto gramatical grego, língua na qual foi escrito o evangelho de João e começarmos pelo princípio, Mateus 18:18, que a ICAR usou a seu bel prazer para dominar um povo analfabeto das Escrituras. No seu “Comentário de Mateus”, D. A. Carson esclarece:

 

“... o que é que se pretende com esse “ligar e desligar” de pessoas, e ele é absoluto? E como ele se relaciona como o poder das chaves?

Encontramos uma ajuda substancial na comparação da denúncia dos mestres da lei feita por Jesus, em Lucas 11.52. Lá, foi-lhes dito que eles “se apoderaram da chave do conhecimento” e que não só não entraram eles mesmos [no reino], mas também “impediram os que estavam prestes a entrar”. Assim, claramente, pela forma como abordaram as Escrituras, diz Jesus, eles tornam impossível para os que caem sob a maligna influência do ensino deles aceitar a nova revelação feita em Jesus e entrar no reino. Eles apoderaram-se da “chave do conhecimento”.

 

Em contrapartida, é dito a Pedro, ao confessar Jesus como Messias, que ele recebeu essa confissão por meio da revelação do Pai e lhe serão dadas as chaves do reino: ou seja, ao proclamar “as boas-novas do Reino” (4:23), uma vez que ele, por meio da revelação do Espírito Santo, entende cada vez mais, ele abrirá o reino para muitos e o fechá-lo-á para muitos. Não se encontra o cumprimento disso em Atos em passagens como 15-10, mas sim em passagens como 2:14-39; 3.11-26, assim, por isso diz-se que o Senhor acrescentou à igreja os que estão a ser salvos (2:45) ou, em outras palavras, Jesus estava a edificar a sua igreja (Mt 16.18). Não obstante, a proclamação do mesmo evangelho aliena e exclui homens; assim também encontramos Pedro a trancar o reino para os homens (Atos 4:11,12; 8:20-23). Assim sendo, os futuros perfeitos perifrásticos [tempos verbais] são perfeitamente naturais: Pedro realiza esse ligar e desligar ao proclamar um evangelho que já foi dado e ao fazer a aplicação pessoal com base nisso (ver Simão, o mago). Tudo o que ele ligar ou desligar será ligado ou desligado, contanto que ele abrace o evangelho revelado divinamente. Ele não tem uma passagem directa para o céu, muito menos as suas decisões forçam o céu a aceder; mas ele tem autoridade para ligar e desligar porque o céu agiu primeiro (cf. Atos 18:9,10). Os que ele introduz no reino ou exclui dele já foram ligados ou desligados por Deus de acordo com o evangelho já revelado e apreendido de forma mais clara por Pedro, ao confessar Jesus como o Messias."

 

Então, em João 20:23, Jesus está a dizer que é Deus quem está a agir. O contexto do versículo é a missão dos discípulos de Jesus capacitados pelo Espírito Santo e o assunto é o evangelismo.

 

“Não há dúvida a partir do contexto que a referência é ao perdão de pecados, ou à negação do perdão. Mas embora isso soe duro e áspero, é simplesmente o resultado da pregação do evangelho, que ou leva os homens ao arrependimento quando ouvem sobre o pronto e precioso perdão de Deus, ou os deixa indiferentes à oferta de perdão que é o evangelho, e assim eles são deixados nos seus pecados.

 

As testemunhas de Cristo proclamam e declaram, e, capacitadas pelo Espírito vivem pela mensagem da sua própria proclamação; é Deus que efectivamente perdoa ou retém o pecado. Assim, o ministério cristãos é uma continuação do ministério de Jesus, por meio do dom do Espírito, a autoridade que Jesus exerce em, digamos, joão 9, é repetida nas vidas deles. Lá Jesus concedeu ambos, a vida e a fé para aquele que sabia que era cego; para aqueles que afirmavam ver, Ele declarou: “a vossa culpa permanece” (9:41). Assim, a retenção do pecado deles era tanto descrição quanto condenação. E o Paracleto que é dado como um dom aos seguidores de Jesus (v.22) continua essa mesma dupla obra por meio deles. “ (Comentário de João – D. A. Carson)

 

Portanto, ninguém pode perdoar pecados senão Deus!

 

Maria Helena Costa

 

slide_47.jpg