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Entenda a Palavra de Deus

Entenda a Palavra de Deus

Deus Justifica-nos Completamente...

Deus Justifica-nos Completamente por Meio do Primeiro Acto Genuíno de Fé Salvadora - Este Tipo de Fé que Persevera e Produz Fruto na "Obediência por Fé".

 

Aqui, o argumento é que a ênfase sobre a necessidade de fé perseverante e obediência não significa que Deus espera ver a nossa obediência e perseverança antes de nos declarar totalmente justos, em união com Jesus Cristo. Romanos 5:1 diz que fomos "justificados... mediante a fé". É um acto no passado. No momento em que cremos em Jesus, somos unidos a Cristo. Em união com Ele, a Sua justiça é contada como nossa. Paulo disse que almejava "ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede da lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé" (Filipenses 3:9).

 

A base da nossa aceitação diante de Deus é somente Cristo - Seu sangue e a Sua justiça. "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus" (2 Coríntios 5:21). "Por meio da obediência de um só, muitos se tornariam justos" (Romanos 5:15). O papel da nossa fé não é a realização de algo virtuoso que Deus recompensa com salvação. A fé é receber de Cristo, que realizou o que não podíamos, uma punição pelo nosso pecado e uma provisão da nossa perfeição. A fé não é o fundamento da nossa aceitação e sim o meio ou o instrumento da união com Cristo, que, sozinho, é o fundamento da nossa aceitação diante de Deus.

 

O papel da obediência na nossa justificação é dar evidência de que a nossa fé é autêntica. Obras de amor não são a base da nossa aceitação inicial e final diante de Deus. A função dessas obras é validar e tornar pública a obra soberana de deus em dar-nos o novo nascimento e criar o novo coração de fé. Paulo afirmou isso nas seguintes palavras: "Em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que actua pelo amor" (Gálatas 5:6). Na justificação, o que tem valor para Deus é o tipo de fé que actua pelo amor. Não é o nosso amor que leva Deus a ser totalmente por nós. Deus é totalmente por nós pela fé em Cristo, que nos capacita a amar. O amor é um fruto do Espírito. E recebemos o Espírito por meio do nosso primeiro acto de fé (Gálatas 3:2).

 

Portanto, a necessidade de perseverança na fé e na obediência para a salvação final não significa que Deus espera até ao fim nos aceitar, adoptar e justificar. Não lutamos a luta da fé para que Deus seja totalmente por nós. Isso aconteceu na nossa união com Cristo, no nosso primeiro acto de fé. Pelo contrário, lutamos porque Deus é totalmente por nós. Paulo expressou-o nestes termos: "Prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus" (Filipenses 3:12). Cristo tornou-nos povo Seu. É por isso que continuamos a lutar. No julgamento final de acordo com as obras em relação á justificação, no tribunal divino, será o da evidência pública da fé invisível e da união com Cristo. Cristo será o único fundamento da nossa aceitação, tanto naquela ocasião quanto agora.

 

Do livro 5 Pontos

John Piper

Próximo post: As Obras de Deus Fazem os Seus Eleitos Perseverarem

 

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A falácia do evangelho da prosperidade

O grande erro do chamado evangelho da prosperidade _ resultado da filosofia desta sociedade auto centralizada e sem Deus:

 

"É próprio que o evangelho da prosperidade nasça no meio hedonista, auto-centrado e "enriqueça-rápido" da sociedade moderna. Somos pagãos por natureza. Ou o evangelho nos transformará ou transformaremos o evangelho a fim de que ele satisfaça os nossos caprichos...
A Bíblia da prosperidade não trata apenas da questão de sermos libertos das enfermidades. Ela faz-nos ler:

 

"Ele mesmo carregou nossas enfermidades e pobreza sobre o seu corpo, no madeiro, para que pudéssemos morrer para a enfermidade e a carência, pois por suas feridas fostes sarados".

 

Em contraste, os apóstolos não tiveram dúvidas de que o evangelho prometia riquezas espirituais nos lugares celestiais em Cristo "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo;" Efésios 1:3, não riquezas terrenas.

Nosso Senhor foi ferido para que pudéssemos ser curados. Mas isto é uma metáfora para a maravilhosa verdade de que o castigo que, com justiça, nos cabia a nós foi, em vez disso, suportado por Cristo, nosso substituto. A vara da justiça, que desferiu golpes tão amargos sobre o Cordeiro de Deus, declarou-nos justos!

 

Tornamos extremamente trivial a obra de Cristo quando sugerimos que o Pai enviou o seu Filho unigénito ao mundo para suportar as blasfémias, os insultos e a violência do mundo, e, acima de tudo, a ira do Pai _ tudo isto para que tenhamos mais fluxo de caixa e nenhuma crise de asma. Isto é fazer piada do enorme desprazer, ira e furor de Deus contra o pecado e os pecadores. O verdadeiro problema de Deus, ensinam os professores do evangelho da prosperidade, não é que sejamos ímpios, egoístas, rebeldes que odeiam a Deus e que merecem a eterna condenação, mas é que não estamos gozando a vida."

 

Michael Horton

 

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