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Entenda a Palavra de Deus

Entenda a Palavra de Deus

LEIA EM 5 MINUTOS E DÊ SUA OPINIÃO PESSOAL

JEJUM DE 21 DIAS: é antagónico ao Evangelho expor tal coisa em público, Jesus ensinou que ao jejuar o cristão deve lavar seu rosto e ungir-se para que ninguém descubra o seu propósito, e Deus em secreto te recompensará.  
ENTREGA DE DÍZIMOS E OFERTAS PÚBLICAS: é antagónico ao Evangelho expor ao público o valor dado pelo ofertante, contraria o ensino de Jesus

esus que disse que ao ofertar não saiba a tua mão esquerda o que fazes com tua direita.  

ORAÇÃO PÚBLICA: é antagónico ao Evangelho dizer em público quantas horas e dias de oração se passa na presença de Deus, Jesus disse que ao orar devemos entrar em nosso aposento e orar a Deus em secreto, que Ele em secreto nos abençoará  

EXALTAÇÃO DO NOME DA DENOMINAÇÃO: é antagónico ao Evangelho exaltar nomes de denominações, elas não têm qualquer valor aos olhos de Deus, Jesus disse, "edificarei a minha Igreja"; ela é invisível, é um organismo espiritual vivo, denominações é algo irrelevante aos olhos de Deus.   EXALTAÇÃO DO NOME DO HOMEM/MULHER DE DEUS: é antagónico ao Evangelho este tipo de culto público ao homem, nomes de homens nada significam para Deus, Deus usa homens e mulheres disponíveis, Paulo disse que "somos vasos de barro que contém um tesouro, mas a excelência do poder vem de Deus"; qualquer um de nós não passamos de mero barro nas mãos do Divino Oleiro, e não se esqueça, o barro é a matéria-prima mais insignificante e a mais desprezada da natureza.  

TEMPLOS: é antagónico aos olhos de Deus a disputa pública entre líderes e denominações pelo maior, mais atraente ou mais belo espaço de culto, ou o investir centenas de milhões de dólares em tal coisa, pois Deus "não habita em templos feitos por mãos de homens", mega igrejas/churches não passam de antagonismo ao espírito do Evangelho.  

SINCRETISMO RELIGIOSO: venda de fronhas de travesseiro mágicas, lenços com suor humano, águas milagrosas, etc, etc., de fato estas práticas subversivas para sacar dinheiro e manipular o povo de Deus não passam de uma distorção do Evangelho da Graça de Deus.  

CONFLITOS DE HOMENS: é antagónico ao Evangelho o conflito/ataque mútuo público entre homens que se proclamam servos de Deus, o carisma tem que ser confirmado pelo carácter e vice-versa, de preferência os dois, mas opino que mais vale o carácter sem nenhum carisma, pois pode se ter muito carisma mas ser falto no carácter, o que seria inútil aos olhos de Deus.

 
Por Reginaldo de Melo www.dunamismnistries.info

O ENSINO FALSO DO PAPA _ JOÃO CALVINO

No púlpito, Calvino não media as palavras ao confrontar o ensino falso do papa. Um exemplo disso é encontrado no sermão: "Reconhecendo a Suprema Autoridade de Jesus Cristo", uma exposição em Gálatas 1:1-12:

 

"O mesmo se aplica a nós hoje, pois o papa (a fim de iludir este nosso pobre mundo e manter a sua opressão ilícita e diabólica) reivindica ser o "Vigário de Jesus Cristo", numa sucessão directa dos apóstolos! E também, tem abaixo dele aqueles vermes do clero, conhecidos como bispos _ aquelas bestas de chifres! (Eles possuem esse título tão ilustre somente porque o engano é abundante no papismo.) Se acreditarmos no que dizem, todos são descendentes directos dos apóstolos! Porém, temos de examinar que semelhança há entre eles. Se Deus autorizou o chamado deles, então devem dar um testemunho claro e infalível deste facto.

No entanto, o papa e todos os seus seguidores são culpados de falsificar e corromper todo o ensinamento do evangelho. O que eles chamam de servir a Deus não passa de abominação aos olhos d'Ele. O sistema inteiro é contruído sobre mentiras e fraudes grosseiras, pois eles foram enfeitiçados pelo próprio Satanás, como a maioria de nós já sabe. Mas, qual é o disfarce que Satanás usa para ocultar todo este mal?

É a idéia de que há uma sucessão contínua desde os dias dos apóstolos; assim estes bispos representam hoje os apóstolos da igreja, e qualquer coisa que eles digam deve ser aceita. Bem, nossa tarefa é decidir se aqueles que alegam estas coisas têm algo em comum com os apóstolos. Se estiverem exercendo o ofício de bons e fiéis pastores, então os ouviremos! Mas se vivem de forma contrária ao padrão que nosso Senhor Jesus Cristo ordenou para sua igreja, o que podemos dizer?

Ah, mas eles reivindicam ser os verdadeiros sucessores dos apóstolos! Então, que primeiro apresentem provas disso. Eles fingem ter evidências disso, mas elas são inconsistentes. Também podemos acrescentar que havia tantos destes "sucessores" na Galácia, assim como em Roma; na verdade, não somente lá, mas em vários lugares onde Paulo pregou _ em Éfeso, Colossos; Filipos e em outras regiões! Então, quem são os sucessores apostólicos agora? Se um homem acredita ter o privilégio de ser um dos sucessores de Paulo, então deveria sair e pregar o evangelho. Ele deveria apresentar as evidências desse facto antes de ser aceito pelas pessoas."

(...)

Portanto compreendamos que não há salvação alguma fora de Jesus Cristo, pois Ele é o Autor e o Consumador da fé; Ele é tudo em todos. Prossigamos com humildade, sabendo que a única coisa que podemos trazer sobre nós mesmos é a condenação, por conseguinte, encontramos tudo o que concerne à salvação na pura e expontânea misericórdia de Deus.

 

 

 

Do livro:

A Arte Expositiva de João Calvino

A REGRA DE OURO E A PORTA ESTREITA

Mateus capítulos 5 a 7.

O Sermão da Montanha é o maior corpo de ensino de Jesus que nos está disponível. É, inegavelmente, o mais importante sermão de Jesus. É o resumo do que Jesus ensinou. É a sua magnum opus. É o seu grande tratado sobre o modo como os humanos devem viver. O Sermão da Montanha é a declaração definidora de Jesus relativamente à natureza do reino de Deus. O Sermão da Montanha é a reforma ousada da Tora da autoria de Jesus. Tal como Moisés entregou no Monte Sinai a lei desenhada para fazer de Israel uma sociedade justa e adoradora, também Jesus, como nosso Moisés, entrega uma nova lei a partir de uma nova montanha para recriar de uma nova forma o povo de Deus.

Nunca é demais enfatizar o significado do Sermão da Montanha. O Sermão da Montanha é tão importante para compreender Jesus, como as «Noventa e Cinco Teses» para se entender Martinho Lutero, ou o discurdo «Tenho um Sonho» para compreender Martin Luther King Jr. Não podemos imaginar tentar compreender Lutero sem as suas «Noventa e Cinco Teses» ou tentar perceber o Dr. King sem o discurso «Tenho um Sonho». De igual modo, é impossível compreender Jesus sem o seu Sermão da Montanha. Mas há aqui um escândalo: o cristianismo evangélico tentou fazer precisamente isso _ tentou compreender Jesus sem o Sermão da Montanha.

Posso dizer isto porque durante toda a minha vida tenho contactado com o cristianismo evangélico e a falta de ênfase no Sermão da Montanha nada mais é que escandaloso. O Sermão da Montanha é conspícuo pela sua ausência na pregação, escritos e pensamentos evangélicos. Como é que não há incontáveis conferências e seminários evangélicos e centenas de livros evangélicos dedicados a compreender e a viver o sermão mais importante de Jesus? Mas não há. E não é uma coisa menor _ é um escândalo.

Claro que há um motivo para evitarmos o Sermão da Montanha. Temos receio dele. Os seus mandamentos assustam e as suas implicações são enormes. Qualquer tentativa séria para viver de facto o Sermão da Montanha exige uma profunda reavaliação do nosso estilo de vida e das nossas lealdades. E assim procuramos uma escapatória. Recorremos a teólogos para nos dizerem que o Sermão se refere a coisas a que óbviamente não se refere. Procuramos uma forma de domesticar os mandamentos de Cristo. Uma forma de domar o Sermão da Montanha. Uma forma de acomodar de maneira indolor o Sermão ao status quo. Procuramos marginalizar o Sermão da Montanha. Procuramos marginalizar o Sermão da MOntanha. Tentamos tornar profundamente irrelevantes as letras vermelhas radicais dos capítulos 5, 6 e 7 de Mateus, transformando-as numa estreitíssima definição da salvação.

Eis como apelamos aos teólogos para nos «salvarem» do Sermão da Montanha: fazemo-lo, reduzindo a salvação. («Querida, encolhi o evangelho.»)

Assim que reduzirmos a salvação e o propósito da vinda de Cristo a «como chegar ao céu quando morrermos», então o Sermão da Montanha parece marginal. E deve ser marginalizado porque, se não temos abertamente medo do Sermão da Montanha, ainda enfrentamos o problema de ele não se encaixar bem no nosso «sistema» evangélico da salvação. O Sermão da Montanha é teimoso e pesado; não coopera com um evangelho reducionista apenas preocupado em «saber como chegarem ao céu quando morrerem». O Sermão da Montanha não tem lugar na Estrada Romana para a salvação. O Sermão da Montanha situa-se fora do quadro d'As Quatro Leis Espirituais. E assim o Sermão da Montanha (o sermão mais importante de Jesus!) continua ignorado ou mal interpretado _ ou ambos.

 

Texto retirado do Livro: INcondicional

Autor: Brian Zahnd

 

 

 

 

 

PROCISSÃO versus DEUS

Deus abomina a prática da idolatria!

Porventura há outro Deus fora de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça.
Todos os artífices de imagens de escultura são vaidade, e as suas coisas mais desejáveis são de nenhum préstimo; e suas próprias testemunhas, nada vêem nem entendem para que sejam envergonhados.
Quem forma um deus, e funde uma imagem de escultura, que é de nenhum préstimo?
Eis que todos os seus companheiros ficarão confundidos, pois os mesmos artífices não passam de homens; ajuntem-se todos, e levantem-se; assombrar-se-ão, e serão juntamente confundidos.
O ferreiro, com a tenaz, trabalha nas brasas, e o forma com martelos, e o lavra com a força do seu braço; ele tem fome e a sua força enfraquece, e não bebe água, e desfalece.
O carpinteiro estende a régua, desenha-o com uma linha, aplaina-o com a plaina, e traça-o com o compasso; e o faz à semelhança de um homem, segundo a forma de um homem, para ficar em casa.
Quando corta para si cedros, toma, também, o cipreste e o carvalho; assim escolhe dentre as árvores do bosque; planta um olmeiro, e a chuva o faz crescer.
Então serve ao homem para queimar; e toma deles, e se aquenta, e os acende, e coze o pão; também faz um deus, e se prostra diante dele; também fabrica uma imagem de escultura, e ajoelha-se diante dela.
Metade dele queima no fogo, com a outra metade prepara a carne para comer, assa-a e farta-se dela; também se aquenta, e diz: Ora já me aquentei, já vi o fogo.
Então do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, e se inclina, e roga-lhe, e diz: Livra-me, porquanto tu és o meu deus.
Nada sabem, nem entendem; porque tapou os olhos para que não vejam, e os seus corações para que não entendam.
E nenhum deles cai em si, e já não têm conhecimento nem entendimento para dizer: Metade queimei no fogo, e cozi pão sobre as suas brasas, assei sobre elas carne, e a comi; e faria eu do resto uma abominação? Ajoelhar-me-ei ao que saiu de uma árvore?
Isaías 44:8-19

 

SOBRE PERDÃO

"Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível." (Mateus 19:26)

 

As muito citadas palavras de Jesus, não só incluem perdão, mas dizem especialmente respeito ao perdão. E a chamada de Cristo para tomarmos a nossa cruz e segui-Lo é muito especificamente uma chamada a amar os nossos inimigos e a terminar o ciclo de vingança, respondendo com o perdão.

Claro que há um perdão fácil que é indigno e uma afronta à justiça. Essencialmente, a posição budista diz que o mal é uma ilusão não existente, pelo que nada há a perdoar. Isto nada tem a ver com a posição cristã. O perdão cristão não é uma negação fácil da realidade do mal ou o slogan banal do «perdoa e esquece».

Isso pode ser suficiente para afrontas pessoais menores, mas é oco e mesmo insultuoso quando aplicado a crimes como homicídios, violações e genocídios. Não, o perdão cristão não é fácil. Pelo contrário, é muito difícil, porque ele flui da cruz _ o local onde a injustiça e o perdão se encontram numa violenta colisão. O perdão cristão não nos convida a esquecer.

O perdão cristão permite-nos recordar, mas convida-nos a terminar com o ciclo da vingança.

 

 

 

Fonte: INcondicional

COMBATE

Paulo chama a vida do cristão - de "o bom Combate" _ ou seja, a vida cristã é "militar" _ é necessário uma armadura para o combate...

Então se a vida cristã é "militar - estão errados todos os que estão nela e não tem armas espirituais, nem fazem um confronto contra o inimigo. Que soldado vai para guerra sem arma...?
Mas as pessoas vêem o mundo como um parque de diversões...
As pessoas gastam tempo a vestir-se olhando no espelho e colocando suas jóias, mas não tomam nem vestem sua armadura sagrada.
Querem sempre que os outros lutem para defendê-las nos momentos difíceis _ imaginem um soldado assim na guerra _ desarmado, sem a farda, sem armas, sem prontidão para sofrer... achando simplesmente que outros soldados devem lutar por eles?
Alguns estão sempre querendo ser cuidados. Nossa vida é um combate _ Paulo diz a Timóteo: "Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo." 2 Timóteo 2:3 _ Timóteo teria que estar pronto para lutar e sofrer como um bom soldado de Cristo. Ele tinha que lutar COM Paulo como soldado de Cristo, Paulo não tinha que lutar POR ele.
Quando o dia mau chega - pessoas reclamam de outras, mas a ordem para todos nós é:

"Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.
Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos," _ Efésios 6:13-18
 
 

DISCERNIR OS ÍDOLOS DO NOSSO CORAÇÃO

Filho do homem, estes homens levantaram os seus ídolos nos seus corações, e o tropeço da sua maldade puseram diante da sua face; devo eu de alguma maneira ser interrogado por eles? Ezequiel 14:3

 

Embora pensemos que vivemos num mundo secular, os ídolos, esses deuses cintilantes da nossa época, detêm o direito da confiança funcional do nosso coração. Com a economia global num estado deplorável, muitos dos ídolos que adorámos durante anos, ruiram à nossa volta. É uma grande oportunidade. Numa palavra, estamos a sentir "desencanto". Nas histórias antigas, isso significava que o feitiço lançado pelo feiticeiro malvado fora quebrado e que tínhamos hipóteses de escapar. Tais momentos acontecem-nos como indivíduos, quando algum grande empreendimento, actividade ou pessoa em quem tínhamos posto as nossas esperanças não consegue dar-nos aquilo que (no nosso entender) nos tinha prometido. Só muito raramente isso acontece a uma sociedade inteira.

O caminho a seguir para escapar ao desespero consiste em discernir os ídolos do nosso coração e da nossa cultura. Mas isso não será suficiente. A única maneira de nos libertarmos da influência destrutiva dos falsos deuses é regressar ao único Deus verdadeiro. O Deus vivo que Se revelou tanto no Monte Sinai como na Cruz, é o único Senhor que, se O encontrarmos poderá saciar-nos de verdade e que, se falharmos, poderá perdoar-nos de verdade.

 

Fonte: Falsos Deuses
Timothy Keller
 

 

 

 

ÍDOLOS DO DIA-A-DIA

Onde, pois, estão os teus deuses, que fizeste para ti? Que se levantem, se te podem livrar no tempo da tua angústia; porque os teus deuses, ó Judá, são tão numerosos como as tuas cidades. Jeremias 2:28

 

Deus deveria ser o nosso único Amo e Senhor, mas tudo quanto nós amamos, e em que confiamos, é a isso que servimos. Tudo aquilo que se transforma, para nós, em algo mais importante e insubstituível do que Deus, torna-se um ídolo escravizante.

Neste paradigma, podemos localizar os ídolos, analisando as nossas emoções mais inflexíveis. O que é que nos provoca ira, ansiedade ou desânimo mais profundo? O que é que nos tiraniza com um sentimento de culpa que não conseguimos dissipar? Os ídolos controlam-nos, pois sentimos que temos de os ter, caso contrário, a vida perderia sentido.

Tudo o que nos controla é nosso dono e senhor. A pessoa que procura o poder é controlada pelo poder. A pessoa que procura aceitação é controlada pelas pessoas a quem quer agradar, nós não nos controlamos a nós próprios. Somos controlados pelo dono das nossas vidas.

Aquilo que muita gente chama de "problemas psicológicos" são simples questões de idolatria. O perfecionismo, a dependência do trabalho, a indecisão crónica, a necessidade de controlar a vida dos outros, tudo isso deriva de transformarmos as coisas boas em ídolos, que depois nos arrastam para o descalabro, quando tentamos apaziguá-los. Os ídolos dominam as nossas vidas.

 

Fonte: Falsos Deuses

Timothy Keller

O QUE É A ELEIÇÃO? O QUE ISSO NÂO SIGNIFICA?

Asseverar as doutrina da eleição não significa que as nossas escolhas não importam e que as nossas acções não têm consequências.

A doutrina da eleição não requer de nós que afirmemos que o universo seja algo impessoal e inflexivel, controlado por uma força impessoal e inflexivel.

O Novo Testamento apresenta toda a expressão da salvação como algo produzido por um Deus pessoal que mantém um relacionamento de amor profundo com criaturas pessoais. "Em amor nos predestinou para sermos adoptados como filhos, por meio de Jesus Cristo" (Efésios 1:5).

A acção da eleição de Deus foi permeada de amor pessoal por aqueles que ele escolheu (ver também João 3:16; e Romanos 8:28). Além disso, a Bíblia continuamente nos considera como criaturas pessoais que fazem escolhas voluntárias para aceitar ou rejeitar o Evangelho.

Isso pode ser observado claramente no convite final de Apocalipse: "O Espírito e a noiva dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. Quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida" (Apocalipse 22:17). Este convite e muitos outros semelhantes (por ex: Mateus 11:28) são dirigidos a pessoas genuínas que são capazes de ouvir o convite e de lhe responder com a sua vontade.

Essas decisões reais têm consequências eternas, como se vê em João 3:18: "Quem crê nele (Jesus Cristo) não é condenado; mas quem não crê, já está condenado, pois não crê no nome do Filho unigénito de Deus".

Mesmo que uma compreensão apropriada da doutrina da eleição, de facto, confira valor real às nossas decisões e escolhas, isso não significa que a decisão de Deus estava baseada nas nossas escolhas. Quando Deus escolheu indivíduos "antes da fundação do mundo" (Efésios 1:4), Ele não o fez porque previu sua fé ou alguma decisão que eles tomariam. Paulo afirma isso em Romanos 8:29 quando escreve: "Pois os que conheceu por antecipação, também os predestinou". Quando Paulo fala sobre o conhecimento por antecipação de Deus, ele está pensando em Deus como conhecendo pessoas ("os que").

Deus conheceu por antecipação essas pessoas num contexto de relacionamento salvítico com elas. Isso é diferente de falar de conhecimento por antecipação das acções ou decisões de um indivíduo tal como a decisão para crer.

De facto, a Bíblia nunca fala de fé (presente ou futura) como a razão pela qual Deus escolheu alguém. Em Efésios 1:4-6 Paulo diz: Deus "nos predestinou para si mesmo, segundo a boa determinação de sua vontade, para sermos filhos adoptivos por meio de Jesus Cristo, para o louvor da glória da sua graça" (Efésios 1:12). Se a eleição se fundamentasse em último caso na nossa decisão, estaria diminuindo o amor de Deus, barateando a Sua graça (pois haveria algum mérito da nossa parte) e diminuindo a glória devida a Ele por nossa salvação.

 

No post seguinte: SOMOS VERDADEIRAMENTE LIVRES?

O QUE É A ELEIÇÃO? O QUE ISSO SIGNIFICA?

É importante observar que esses autores do Novo Testamento frequentemente apresentam a doutrina da eleição como um conforto a todos os que creem em Jesus. Por exemplo, Paulo diz que Deus agiu e sempre agirá para o bem dos que Ele chamou para si: "Sabemos que Deus faz com que todas as coisas concorram para o bem daqueles que o amam, dos que são chamados segundo o seu propósito" (Romanos 8:28).

Mas como é que Paulo podia ter essa certeza?

Ele dá a razão nos dois versículos seguintes. Ele pode ter essa certeza porque, quando olha para o passado distante, antes da criação do mundo, ele vê que Deus "conheceu por antecipação" e "predestinou" o seu povo "para serem conformes à imagem de seu Filho" (Romanos 8:29). Então, quando Paulo olha para o passado recente, ele vê que "os que (Deus) justificou" Ele também "glorificou" (Romanos 8:30), no sentido de que Deus já determinou que um dia Ele dará um corpo perfeito e glorificado aos que creem em Cristo. De eternidade a eternidade Deus agiu e agirá com o bem do Seu povo em mente. A eleição é, portanto, motivo de consolo e segurança de que Deus agirá para o nosso bem hoje. E isso acontecerá, "não por causa das nossas obras", mas "devido ao seu propósito e à graça que nos foi concedida em Cristo Jesus antes dos tempos eternos" (2 Timóteo 1:9).

Uma resposta natural à obra de Deus em nosso favor é vivermos "para o louvor da sua glória" (Efésios 1:12). Podemos, então, como fez Paulo, dar graças a Deus por aqueles que ele escolheu (1 Tessalonicenses 1:2-4), sabendo que Deus é o responsável final pela salvação deles e por todas as coisas que a acompanham. De facto, Paulo diz que devemos dar graças a Deus por tão grande salvação (1 Tessalonicenses 2:13). Cantar louvores a Deus pela salvação não deixa espaço algum para cantarmos os nossos próprios louvores, porque a nossa salvação não é obra nossa, mas é um presente de Deus (Efésios 2:8-9).

Essa verdade não deve levar-nos a pensar que a nossa obra de evangelização não é importante!

Quando Deus escolhe pessoas a serem salvas, ele realiza isso por meios humanos. É por isso que Paulo trabalhou tão duro para pregar o evangelho. Ele disse: "Suporto todas as coisas por amor aos eleitos, para que também eles alcancem a salvação que há em Cristo Jesus com glória eterna" (2 Timóteo 2:10).

Paulo sabia que Deus tinha escolhido algumas pessoas para serem salvas, e ele via isso como um encorajamento _ para pregar o evangelho, mesmo que isso significasse suportar grande sofrimento. A eleição era a garantia de Paulo de que haveria algum exito no seu evangelismo, pois ele sabia que algumas das pessoas a quem ele pregava seriam os eleitos e que elas creriam no evangelho e seriam salvas. É como se alguém convidasse Paulo a pescar e dissesse: "Eu garanto que você vai pegar alguns peixes _ eles estão famintos esperando". 

 

No post seguinte veremos: O QUE ISSO NÃO SIGNIFICA

 

 

 

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