Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Entenda a Palavra de Deus

Entenda a Palavra de Deus

O Novo Testamento está cheio de mitos?

Um destes dias, o meu filho chegou a casa e contou-me que a professora de História do 12º ano ensinou em sala de aula que o cristianismo bebeu das religiões pagãs mais antigas e que, a bem da verdade, não ensina nada muito diferente.

_ Será verdade?

 

Para responder a isto, socorri-me do livro "Respostas Convincentes", do autor Josh MacDowell, que trata desse e doutros assuntos como se segue:

 

«_ Os escritores dos Evangelhos transmitiram-nos uma descrição precisa do Jesus que viveu na história? 

_ Podemos, sinceramente, acreditar nos aspectos sobrenaturais referentes à vida que eles Lhe atribuíram?

Um dos principais argumentos contra a historicidade do Jesus apresentado no Novo Testamento tem sido a sua semelhança com elementos mitológicos encontrados nas religiões pagãs. Um dos autores pergunta:

 

"Se vocês, cristãos, acreditam nas histórias dos milagres de Jesus, se acreditam na história do nascimento virginal e miraculoso de Jesus, se acreditam na história de que Jesus ressurgiu dos mortos e ascendeu aos céus, então como podem recusar-se a acreditar precisamente nas mesmas histórias quando elas são contadas sobre outros deuses salvadores: Hércules, Esculápio, os Dioscuros, Dionísio e uma dúzia de outros que eu podería nomear?"

 

Frequentemente, os estudantes universitários cristãos ficam arrasados ao ouvir sobre religiões antigas que continham histórias de ressurreições, salvadores agonizantes, iniciações baptismais, nascimentos milagrosos e outras parecidas. A conclusão, naturalmente, é que os primeiros escritores cristãos se apropriaram dessas histórias e atribuíram-nas a Jesus quando formularam a religião cristã. O estudioso judeu Pinchas Lapide declara:

 

"Se nós acrescentarmos a todos estes factores perturbadores a constatação de que no mundo antigo houve não menos do que uma dúzia completa de deidades da natureza, heróis, filósofos e governantes que, muito tempo antes de Jesus, sofreram, morreram e levantaram-se de novo ao terceiro dia, então o cepticismo da maioria dos não-cristãos pode ser facilmente compreendido. [...] A prisão do salvador do mundo, o seu interrogatório, a condenação, o flagelo, a execução entre criminosos, a descida ao inferno _ sim, até mesmo o sangue do agonizante jorrando do coração por uma ferida de lança _, todos esses detalhes formaram a crença de milhões de fiéis da religião de mistério de Bel-Merodaque (ou Bel-Marduque foi uma das principais divindades da Antiga Mesopotâmia e o deus patrono da cidade da Babilónia), cuja divindade central foi chamada o salvador enviado pelo Pai, o que se ergueu de entre os mortos, o Senhor e o Bom Pastor."

 

_ Os cristãos primitivos transformaram um Jesus humano numa figura sobrenatural, emprestando elementos místicos das religiões de mistério?

Vamos tentar responder a essa pergunta (1) examinando algumas das específicas raízes míticas atribuídas à doutrina e prática centrais do cristianismo; (2) identificando algumas falácias cometidas por aqueles que ligam os cristãos às religiões de mistério; e (3) observando a singularidade da descrição evangélica de Jesus em comparação à literatura das religiões de mistério. 

 

"Respostas Convincentes", págs. 181-182

No próximo post: Raízes míticas atribuidas à doutrina e práticas cristãs _ "O taurobólio"

 

respostas_convincentes_g.jpg

 

1 comentário

Comentar post