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Entenda a Palavra de Deus

Entenda a Palavra de Deus

Entendendo Biblicamente o Dom das Línguas - Fim

A necessidade de ordem congregacional

"Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus. E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro. Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados. E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos. As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja. Porventura saiu dentre vós a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós? " (1 Coríntios 14:26-36)

 

Paulo acaba de se referir às ocasiões em que "toda a igreja" se reúne "Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar," (1 Coríntios 14:23).

Ele fala do que acontece nessas ocasiões, e ensina o que devia acontecer, porque, tal como vemos nos nossos dias, em Corinto havia uma evidente tendência para a desordem, se não para o caos. Paulo corrige os indivíduos que agiam segundo  as suas preferências pessoais, em vez de pensarem nas necessidades e na sensibilidade dos outros.

Paulo pede controle dos que possuem o dom de línguas: "E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus. E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro." (V. 27-28), esclarecendo que, na reunião da igreja, o falar em línguas deve SEMPRE vir acompanhado de interpretação. Paulo limita o número dessas línguas seguidas de interpretação em cada reunião: "E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três".

 

Sem dúvida que a orientação de Paulo deve ter soado como uma castigo severo para os coríntios entusiasmados.

Esse ensino bíblico devia levar os líderes e os cristãos dos nossos dias a não empolar um dom, no caso o dom de línguas, dando uma ênfase desmedida não apenas ao dom, mas àqueles que o possuem, em detrimento de outros ministérios e dons tão importantes quanto.

É falta de entendimento e de discernimento não reconhecer que Paulo LIMITOU o uso das línguas, PROIBINDO o seu exercício caso não haja a respectiva interpretação.

 

Na prática, isso significa que, se a primeira língua falada não for interpretada, os outros irmãos que têm o dom devem "manter-se em silêncio". E, isto quer dizer que, falar alto, consigo mesmo, em línguas, perturbando os outros, é DESOBEDECER à orientação apostólica prescrita neste capítulo onde o ensino claro é "Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor." 1 Coríntios 14:37).

Paulo sabia muito bem que o portador do dom pode falar consigo mesmo e com Deus silenciosamente, para não perturbar nem distrair os outros. Se não há intérprete devemos subentender que, com certeza, Deus deseja falar ao povo de alguma outra maneira.

Paulo é muito claro quando ensina que: Falar em línguas (e também profetizar, v.30) não é um fenómeno incontrolável. Quem possui o dom pode escolher usá-lo em particular ou publicamente, pode mantê-lo para si em silêncio mesmo estando em público. Nos versículos 30 e 32, Paulo reforça a questão do auto-controle em TODAS as manifestações genuínas do Espírito Santo. Um profeta ou alguém que fala em línguas, não pode alegar que tem que continuar a falar porque o Espírito o compele a fazer isso; havendo motivos para que fique em silêncio, ele deve ficar.

O Apóstolo fundamenta o seu ensino no próprio carácter de Deus quando diz: "Deus não é Deus de confusão" (v.33). Quando o Espírito está realmente no controle, Ele produz paz, não confusão.

E, perguntam alguns irmãos, se o pastor da igreja incentivar toda a igreja a falar em línguas ao mesmo tempo?

_ Está a desobedecer à orientação apostólica. Ponto.

"Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor. Mas, se alguém ignora isto, que ignore." (1 Coríntios 14:37-38)