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Entenda a Palavra de Deus

Entenda a Palavra de Deus

Entendendo Biblicamente o Dom das Línguas - 4ª parte

AMADOS IRMÃOS, É URGENTE ENTENDER:

As limitações no impacto do uso do dom de línguas sobre os de fora!

"De outra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o Amém, sobre a tua acção de graças, visto que não sabe o que dizes? Porque realmente tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado. ... Está escrito na lei: Por gente de outras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo; e ainda assim me não ouvirão, diz o Senhor. De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis. Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos? Mas, se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado. E, portanto, os segredos do seu coração ficam manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós." (1 Coríntios 14:16-17; 21-25)

Ao contrário dos líderes e pastores dos nossos dias, Paulo está sempre preocupado com a maneira como o culto cristão afecta o indouto (incrédulo)  (v.16). Ele não espera apenas que tais pessoas estejam presentes nessas ocasiões,  mas também espera que elas se arrependam por causa da presença manifesta do Espírito. Ambas a expectativas constituem um desafio para a nossa vida na igreja, hoje.

Antes de dar vazão ao uso das línguas e desatar numa algaraviada confusa e descontrolada, os super-espirituais que não se conseguem controlar, deviam pensar:

 

_ Os indoutos (incrédulos) estão presentes?

 _ Será que eles se encontram com o Senhor?

_ O que será que eles pensam quando eu desato a gritar palavras ininteligíveis ou sílabas sem qualquer sentido?

 

Alguns estudiosos acreditam que, quando se referia aos "indoutos", Paulo  estava a falar daqueles pagãos que não estavam acostumados ao fenómeno do falar em línguas, tanto nos cultos pagãos como na igreja cristã. Ora, qualquer igreja local que preze pelo evangelismo tem pessoas deste tipo a assistir aos cultos. Essas pessoas ainda não são crentes, na verdade ainda são incrédulas, mas estão quase a fazer um compromisso. Daí que, não se devia fazer nada que brotasse do espírito de auto indulgência de alguns cristãos entusiasmados, que pudesse levá-las de volta à incredulidade, da qual seria muito mais difícil arrancá-las.

 

Paulo foi claro como água ao afirmar que as línguas são apenas para os cristãos nos seus momentos devocionais, em particular; não devendo ser usadas no culto público, a não ser que haja interpretação. Ele não se contradiz, quando, no versículo 22 diz que as línguas constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos. Então, porque é que ele diz isto?

 

Porque ele está a fazer alusão a uma citação de Isaías 28:11-12 "Assim por lábios gaguejantes, e por outra língua, falará a este povo. Ao qual disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; porém não quiseram ouvir." ( Isaías 28:11-12) _ e ao contexto mais amplo de Isaías 28 como um todo _  e essa citação indica qual é o tipo de "sinal" a que Paulo se refere no versículo  21. Tanto aqui, como no versículo 23, ele está a mostrar que o impacto do falar em línguas ininteligíveis  confirma a incredulidade daqueles que não têm uma fé viva em Deus. 

A própria ininteligibilidade alimenta as suas mentes não regeneradas e as suas vontades insubmissas; eles concluem que os cristãos são loucos e não têm nada de novo para oferecer a não ser barulho e confusão.

 

As palavras gregas que foram traduzidas por "estais loucos" (v. 23) não significam "qualificados para o Magalhães Lemos (hospital de doentes mentais)", mas sim: "sob a influência de alguma força espiritual igual àquelas que agiam nos cultos de mistério." No contexto de Corinto, o que Paulo está a dizer é que:  o resultado líquido de os crentes falarem em línguas no decorrer do culto é que aquelas pessoas que eles queriam conquistar, ficariam convencidas de que o cristianismo é igual a qualquer outra religião de mistério, na qual precisam ser iniciadas se quiserem participar. Então, se não forem iniciadas no vocabulário (línguas estranhas) e nas práticas secretas (que elas pensam existir), afastam-se. 

 

Será que já parámos para pensar quantas pessoas interessadas  descobrem nas nossas congregações hábitos semelhantes  aos que já praticavam e, desalentadas, nunca mais voltam?

 

Isto é muito sério e  devia fazer-nos reflectir, por exemplo: num católico romano que já tenha tido a experiência de falar-em-línguas ou de ouvir falar-em-línguas na igreja católica, e que foi convidado para ouvir o evangelho. Ele acompanha-nos, chega à igreja e... Ouve exactamente aquilo que ouvia, vê aquilo que via, ouve falar aquilo que ele mesmo também fala, mudar para quê? Qual é a diferença?

 

Fomos chamados para pregar o evangelho! Não para nos evidenciarmos num dom audível e espantar aqueles que vêm para ouvir o evangelho e... Só ouvem barulho! Gritar em línguas na igreja não converte ninguém e... Não edifica o irmão do lado.

 

Só  "a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.  E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar." (Hebreus 4:12-13).

E, se alguém se descontrola no culto público e desata a gritar emitindo sons que ninguém pode entender, mas que atrapalham e confundem os outros crentes e os incrédulos, ainda não entendeu que: "os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos." (1 Coríntios 14:33)

Amados, desculpar-se com o agir do Espírito Santo para agir como louco aos olhos dos outros, não é sábio nem tem aprovação bíblica.

 

Quando Paulo diz:  "os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.", ele está a ensinar que falar em línguas não é um fenómeno incontrolável. Quem possui o dom pode escolher usá-lo em público ou em particular. Por essa razão é perigosíssimo e enganoso usarmos a palavra êxtase (como aparece em algumas traduções) para descrever qualquer dom do Espírito, sobretudo o falar em línguas. Essa terminologia reintroduz experiências e conceitos pagãos no campo da operação divina. O Espírito Santo não anula a vontade e a mente dos seres humanos. Pelo contrário, no Seu imenso amor, Ele obtém a nossa cooperação espontânea, sem jamais nos obrigar a fazer alguma coisa. Em qualquer análise dos dons espirituais, é essencial verificar este princípio de auto-controle.

OS RESPONSÁVEIS PELA ADORAÇÃO NA IGREJA PRECISAM SALIENTAR FIRMEMENTE ESSE PRINCÍPIO.

 

_ Então, porque será que não o fazem?

_ Porque é que convencionaram que quem não fala em línguas é menos espiritual do que os que falam?

_ Porque é que determinaram que quem não fala em línguas não é cheio do Espírito Santo?

_ Porque é que dão tanto relevo a um dom que tantos problemas causou na igreja de Corinto?

_ Porque é que voltaram a ser tal e qual como os Coríntios que colocavam esse dom acima dos outros todos?

_ Porque é que mudaram o ensino das Escrituras que diz: "Pelos frutos os conhecereis!", para: "Pelo falar-em-línguas os conhecereis!"

É URGENTE VOLTAR AO EVANGELHO!

 

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Baseado no livro: "A Mensagem de 1 Coríntios - A Vida na Igreja Local"

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