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Entenda a Palavra de Deus

Entenda a Palavra de Deus

Entendendo Biblicamente o Dom das Línguas - 3ª parte

Limitações na integridade pessoal:

 

"Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar. Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto. Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento. De outra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o Amém, sobre a tua acção de graças, visto que não sabe o que dizes? Porque realmente tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado. ... Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida. Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento." (1 Coríntios 14:13-17; 19-20)

 

Paulo destacou os benefícios pessoais para o cristão que fala em línguas na sua vida de oração: "O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo," (v. 4a).

 

Paulo ensinou que "falar-em-línguas" realmente beneficia o indivíduo e que devemos buscar TODOS os dons, mas ele alerta:  "...  se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto." (v. 14). Ele desejava que os cristãos de Corinto fossem homens maduros quanto ao juízo (v. 20); e isso exige que a mente seja exercitada por meio do Espírito, até ao limite da sua capacidade.

 

No ambiente emotivo e eufórico da igreja de Corinto, que ainda recebia fortes influências de experiências vividas nas religiões de mistério, o tema da integridade precisava de ser atacado de um ângulo diferente. A tendência dos coríntios era desvalorizar a importância da mente. Falar em línguas realmente beneficia o indivíduo, mas a sua mente fica infrutífera (v. 14). Paulo deseja que os cristãos de Corinto amadureçam quanto ao juízo (v. 20); e isso exige que a mente seja exercitada por meio do Espírito, até ao limite da sua capacidade.

 

Paulo menciona cinco áreas da vida cristã onde isto precisa ser feito:na oração e nos cânticos (v. 15), na acção de graças (vs. 16-17), na instrução (v. 19) e no juízo (v. 20). O cristão que não permite que o Espírito alargue e renove a sua mente nestas áreas, está a resistir à obra divina da santificação.

 

Havia muitos crentes em Corinto cuja experiência no Espírito se limitava a manifestações que excluíam a mente por completo.

 

Paulo expressou a firme resolução de orar, cantar e dar graças com o espírito, mas também... com a mente (v. 15). Ele demonstra a sua enorme preocupação em edificar a igreja quando diz que prefere dizer algumas poucas palavras sábias e, inteligíveis, para instruir os cristãos na fé, do que falar dez mil palavras em outra língua (v. 19).

 

O descontrole dos cristãos coríntios levou  Paulo a enfatizar o equilíbrio entre o racional e o não-racional, por isso apelou intensamente para que os Coríntios buscassem maturidade.

 

Precisamos de "Paulos" nas igrejas de hoje e os cristãos precisam colocar a instrução sábia das Escrituras acima de tudo.

 

Paulo LIMITOU o uso das línguas no culto, PROIBINDO o seu exercício caso não haja a respectiva interpretação. Na prática, isso significa que, se a primeira língua falada não for interpretada, os outros que têm o dom devem "manter-se em silêncio". Silêncio significa ausência de barulho.

 

Falar alto, consigo mesmo, em línguas, perturbando os outros, é desobedecer à orientação apostólica prescrita neste capítulo. "Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor." (1 Coríntios 14:37). Paulo sabe muito bem (por experiência própria?) que o portador deste dom pode falar consigo mesmo e com Deus silenciosamente, para não perturbar nem distrair os outros.

Infelizmente, não temos visto "Paulos" a repreender o descontrole de muitos que desobedecem ostensivamente ao ensino das Escrituras. Porquê?

 

Dom de Linguas.jpg

 

 

Baseado no livro:

A Mensagem de 1 Coríntios - A Vida na Igreja Local