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Entenda a Palavra de Deus

Entenda a Palavra de Deus

Deixai a mentira e falai a verdade - 2

Continuação:
 
“Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros” (Ef 4:25)

 
Argumentos Tendenciosos do Pastor Dave Hunt Comentados

Num grupo no Facebook, vi um tópico onde um arminiano cola este artigo do conhecido líder baptista fundamentalista Dave Hunt, intitulado ‘O lado ‘B’ do Calvinismo em Genebra’. Resolvi dar minhas considerações sobre tal artigo aqui:
 
Servetus: O Arqui Herético. Nascido Miguel Serveto em Villanova em 1511, o homem conhecido pelo mundo como Michael Servetus “descobriu a circulação pulmonar do sangue – a passagem do sangue da câmara direita do coração pela artéria pulmonar por meio dos pulmões, sua purificação lá pelo arejamento e seu retorno pela  via pulmonar, a veia da câmara esquerda do coração”. Ele era de alguma maneira “um pouco mais insano do que a média de seu tempo”, anunciando o fim do mundo em que “O Arcanjo Miguel lideraria uma guerra santa contra ambos os anticristos, o Papal e o Genebrino”. [59]
Inquestionavelmente, ele estava na classificação de um herege, cujos delírios a respeito de Cristo refletiam uma combinação de Islamismo e Judaísmo, que o intrigavam. No entanto, ele estava certo sobre algumas coisas: que Deus não predestina almas ao inferno e que Deus é amor. Suas outras ideias ultrajantes poderiam ter passado despercebidas se ele não as publicasse e não tentasse forçá-las sobre Calvino e seus companheiros, ministros em Genebra, com trilhos agressivos, desdenhosos e blasfemos. Esse Servetus intitulou uma de suas obras publicadas de The Restitutionof Christianity [As Restitutas] que só poderia ser tomada como uma afronta pessoal e intencional ao autor das Institutas da Religião Cristã.
Servetus escreveu pelo menos trinta cartas indesejáveis a Calvino, que deve ter irritado grandemente o último. Em 13 de Fevereiro de 1546, Calvino escreveu a Farel, “Servetus me enviou um longo volume de seus delírios. Se eu consentir ele virá aqui, mas eu não darei a minha palavra, se ele vier e a minha autoridade tiver peso, eu não o deixarei sair vivo”. [60] Servetus cometeu o erro de passar por Genebra sete anos depois em sua ida a Nápoles e foi reconhecido quando foi à igreja (possivelmente por medo de ser preso por não ir) por alguém que o viu apesar do seu disfarce e relatou a Calvino, que por sua vez ordenou sua prisão.
A Tortura e a Queima de Servetus
No inicio do julgamento, que durou dois meses, Calvino escreveu a Farel, “Espero que a sentença seja a pena de morte” [61] Obviamente, se o Deus que se acredita crer que predestina bilhões ao inferno ardente (todos que Ele poderia salvar), então, queimar na estaca um herético totalmente depravado pareceria completamente ameno e facilmente justificável. No entanto, essa lógica, de certa maneira, parece escapar de muitos cristãos evangélicos de hoje que admiram o homem e chamam a si mesmos de calvinistas.
A acusação trazida por Calvino, o advogado, continha trinta e oito acusações amparadas por citações dos escritos de Servetus. Calvino apareceu pessoalmente na corte como o acusador e como “testemunha chefe para a acusação”. [62] Os relatos pessoais de Calvino do julgamento acompanhados da relação de tais epítetos de Servetus a ele como “o cão sujo limpou o focinho […] o pérfido patife suja cada página com ímpios delírios”, etc.  [63]
O Conselho de Genebra consultou as outras igrejas da Suíça Protestante e seis semanas depois a resposta deles foi recebida: Servetus seria condenado, mas não executado. Contudo, sob a liderança de Calvino, ele foi sentenciado à morte sob duas acusações de heresia: Unitarismo (rejeição da Trindade) e rejeição do batismo infantil. Durant nos dá os detalhes horripilantes:
Ele pediu para ser decapitado ao invés de queimado; Calvino estava inclinado a apoiar este apelo, mas o ancião Farel […] o reprovou por tal tolerância; e o Conselho votou que Servetus seria queimado vivo.
A sentença foi realizada na manhã seguinte, em 17 de Outubro de 1553 […] no caminho [à queima] Farel importunou Servetus a receber o favor divino confessando os seus crimes por heresia; segundo Farel, o homem condenado respondeu, “Eu não sou culpado, eu não mereci a morte”; e ele rogou a Deus o perdão de seus acusadores. Ele estava preso à estaca com correntes de ferro, e o seu último livro foi preso ao seu lado. Quando as chamas alcançaram a sua face ele gritou com agonia. Após meia hora queimando ele morreu. [64]
Calvino acusou Servetus de “argumento enganoso” contra o batismo infantil. Mas as últimas principais objeções (a despeito de suas outras faltas) foram na verdade muito barulho. A resposta irrisória de Calvino, que ele seria purificado desse anticristão “tom mordaz ridículo e zombador que nunca o deixaria” [65] é condensada como segue:
Servetus [argumenta] que nenhum homem se torna nosso irmão a não ser pelo Espírito de adoção […] somente conferido pelo ouvir da fé […] Que presumirá […] que [Deus] não pode enxertar as crianças em Cristo por algum outro método secreto […]? Novamente ele objeta que as crianças não podem ser […] nascidas pela palavra. Mas o que eu tenho dito de novo e de novo e agora repito […] Deus toma seus próprios métodos de regenerar…consagrar crianças a si mesmo e iniciá-las por um símbolo sagrado […] a Circuncisão era comum as crianças antes delas receberem o entendimento […] Sem dúvida o projeto de Satã em atacar o pedobatismo [batismo infantil] com todas as suas forças é para […] apagar essa atestação da graça divina […] que desde o nascimento deles tem sido […] reconhecido por Ele como seus filhos … [66]
Apesar de suas outras falsas visões, Servetus estava correto em suas objeções ao batismo infantil e foi, portanto, nesse respeito, queimado na estaca por uma crença bíblica que se opôs à heresia de Calvino da regeneração batismal de crianças, praticadas em muitas igrejas calvinistas nos dias de hoje.”
 
Respostas: O historiador Will Durant, afirma que todos os reformadores tinham a mentalidade de que a heresia deveria ser punida com a morte:
 
"Melanchton em uma carta a Calvino e a Bullinger, deu 'Graças ao Filho de Deus' pela punição daquele homem blasfemo, declarando que aquela morte na fogueira era 'um piedoso e memorável exemplo para toda a posteridade'.  Bucer declarou de púlpito, Estrasburgo, que Serveto tinha merecido ser estripado e estraçalhado. Bullinger mais humano, concordou com os magistrados civis deviam punir a blasfémia com a morte" (A Reforma, p.405).
 
Interessante que o Dave Hunt só sabe acusar Calvino (que até estava a inclinado a atender ao pedido do condenado para não ser queimado), mas não diz nada dos demais reformadores que defendiam a pena de morte para Serveto, o que mostra o quão tendencioso ele é. Não encontramos coerência nos arminianos, mesmo que sejam teólogos.
 
O Fracasso das Tentativas de Absolvições. Muitas tentativas foram feitas por seus seguidores modernos de absolver Calvino pela morte cruel e inescrupulosa de Michael Servetus. É dito que Calvino o visitou na prisão e pediu pra ele se retratar. Ao mesmo tempo a disposição para que Servetus fosse decapitado ao invés de queimado na estaca, não foi necessariamente motivada por benevolência, mas uma tentativa de transferir a responsabilidade à autoridade civil. Decapitação era a pena para crimes civis; queimar na estaca era por heresia. As acusações, no entanto, claramente foram teológicas, não civis, e foram trazidas pelo próprio Calvino.
A autoridade civil só agia sob o comando da igreja. Segundo as leis de Genebra, Servetus, como um viajante de passagem, deveria ter sido expulso da cidade, não executado. Foi somente a sua heresia que o condenou – e somente porque Calvino pressionou as acusações. Calvino fez exatamente o que sua visão de Deus requeria, mantendo o que ele escreveu a Farel sete anos antes.
Aqui novamente, sobre os ombros de Calvino, nós vemos a longa sombra de Agostinho. Para justificar as suas ações, Calvino tomou emprestada a mesma interpretação pervertida de Lucas 14.23 que Agostinho usou. Frend disse, “raramente às palavras dos evangelhos são dadas um significado tão inesperado”. [67] Farrar escreve:
Para ele [Agostinho] é devido […] sobre toda a amargura do espírito, da perseguição e do ódio teológico. Seus escritos se tornaram a Bíblia da Inquisição. Seu nome foi aduzido – e poderia haver um inimigo a mais sobre os seus erros? – para justificar a morte de Servetus. [68]
Houve grande aclamação dos Católicos e Protestantes juntos pela queima de Servetus. A Inquisição em Viena queimou a sua Efígie. Melanchton escreveu uma carta a Calvino em que ele chamou à queima de “um piedoso e memorável exemplo para toda a posteridade” e deu “graças ao Filho de Deus” pela justa “punição desse homem blasfemo”. No entanto, outros discordaram e Calvino se tornou alvo de críticas.
Muitos que viviam nos tempos de Calvino reconheceram a perversidade de usar a força para promover o “Cristianismo”. A total aprovação foi deficiente, até mesmo aos amigos íntimos de Calvino. [69] Repreendendo Calvino pela queima de Servetus, o Chanceler, Nicholas Zurkinden, um magistrado, disse que a espada era inapropriada para forçar a fé. [70] Apesar de muitas repreensões, Calvino insistiu que a espada civil deve manter a fé pura. Sua conduta estava alinhada à sua rejeição do amor de Deus por todos e à sua negação da escolha humana para crer no evangelho..”
 
Resposta: Nenhum reformado autêntico vai justificar o acto de Calvino, em pedir a morte de Servet. O teólogo presbiteriano Robert Hasting Nichols, diz:
 
“A parte de Calvino na execução de Servet por motivo de heresia, tem contribuído para que muitas pessoas deixem de fazer justiça à grande obra desse reformador. Por negar a doutrina da Trindade, Servet foi condenado a fogueira [...] trairíamos a nossa consciência cristã se deixássemos de condenar com todas as forças o acto de Calvino nesse caso. Todavia, devemos nos lembrar de que naquele tempo a sua atitude foi geralmente aprovada em Genebra e pelos protestantes de quase toda a parte. A liberdade de consciência foi, em grande parte, resultado do espírito e do movimento reformador. De entre os grandes líderes religiosos protestantes do século de Calvino somente um, Guilherme de Orange, cria plenamente na liberdade de religião” (História da Igreja Cristã.. p.183,184).

E Thea B. Van Halsema, diz:, “Hoje existe uma pedra no lugar onde Servet morreu. Foi colocada ali muitos anos depois pelos seguidores de Calvino. Há uma inscrição francesa na pedra: ‘Como filhos reverentes e agradecidos de Calvino, nosso grande reformador, repudiando seu erro, que foi o erro de sua época, e, de acordo com os verdadeiros princípios da Reforma e do Evangelho, apegando-nos à liberdade de consciência, erigimos este monumento de reconciliação neste 27 de Outubro de 1903” (João Calvino Era Assim, p.189).
 
Auto Justificativas de Calvino. Alguns críticos argumentaram que a queima de Servetus somente encorajaria os Católicos Romanos da França a fazer o mesmo aos Huguenotes (70.000 foram abatidos numa noite em 1572). Atingido por tal oposição, em Fevereiro de 1554, Calvino publicou um pesado ataque destinado aos seus críticos: Defensio orthodoxa e fidei de sacra Trinitate contra prodigiosos errores Michaelis Serveti. Ele argumentou que todos aqueles que se opõem à verdade de Deus são piores do que os assassinos, porque assassinar mata meramente o corpo, enquanto a heresia condena a alma por toda a eternidade (isso era pior do que a predestinação de Deus a condenação eterna?), e que Deus instruiu explicitamente os Cristãos a matar os heréticos e até mesmo ferir com a espada qualquer cidade que abandonou a verdadeira fé:
Quem manter que é errado o que é feito aos heréticos e blasfemadores em puni-los [com a morte] torna-se cúmplice de seus crimes […] É Deus quem fala e está claro que lei Ele teria mantido na Igreja até o fim do mundo […] de modo que não poupamos nem parentes de sangue de ninguém, e esquecer toda a humanidade quando o assunto é combater para a Sua glória. [71]
O Historiador R. Tudor Jones declara que esse tratado que Calvino escreveu em defesa da queima de Servetus, “é Calvino no seu mais frio […] assustador em sua maneira como no trato de Lutero contra os camponeses rebelados”. [72] Oito anos depois, Calvino ainda estava se defendendo contra as críticas e ainda estava defendendo a queima de Hereges. Em uma carta de 1561 ao Marquês de Poet, alto Mordomo do Reino de Navarro, Calvino aconselha severamente:
Não falhe em livrar o país desses canalhas zelosos que agitam o povo a se revoltar contra nós. Tais monstros deveriam ser exterminados, como eu exterminei Michael Servetus o Espanhol. [73]
Um ano depois (somente dois anos antes de sua morte), Calvino justificou de novo a morte de Servetus, enquanto que ao mesmo tempo reconhecendo que ele era o responsável: “E que crime foi o meu se o nosso Conselho, sob minha exortação […] se vingou de suas blasfémias execráveis (ênfase adicionada)?” [74]
Os calvinistas de hoje ainda persistem em oferecer uma desculpa após outra para inocentar seu herói. Contudo, até mesmo um calvinista fiel como William Cunningham escreve:
Não existe nenhuma dúvida que Calvino antes, na época e após o evento, aprovou explicitamente e defendeu colocar ele [Servetus] à morte, e assumiu a responsabilidade pelo negócio.[75]”
 
Resposta: O erudito presbiteriano Philippe Landes, fazendo alusão à questão da intolerância religiosa, diz:

“Na Alemanha, na Suíça e em outros países da Europa os anabatistas foram combatidos pelos reformadores e o sangue de alguns deles foi derramado pelo poder civil, especialmente na guerra dos camponeses e por ocasião do célebre desastre de Munster. Havia nesse tempo muita intolerância por parte de todas as correntes religiosas. Quando um partido qualquer galgava o poder, procurava eliminar os adversários. As lutas eram de vida e morte. Os chefes do estado tinham o poder legal de impor a sua religião. E quando os anabatistas subiam ao poder, temporariamente como aconteceu na guerra dos camponeses e no caso de Munster, também eram violentos e sanguinários” (Estudos Bíblicos Sobre o Batismo de Crianças, p.111).

Aqueles que representavam a teologia arminiana na época do Século XVI – eram os anabatistas e os católicos (principalmente os jesuítas), ambos intolerantes. O erudito batista Timothy George, uma parte destes grupos como “os violentos anabatistas” (Teologia dos Reformadores, p.256) e de um “reino violento” (Ibidem, p.259). E quanto a outra parte (os jesuítas), os eruditos arminianos John McClintock e James Strong, afirmam que, soteriologicamente falando, “os jesuítas eram arminianos” (Cuyclopedia of Biblical, Theological, and Ecclesiastical Literature, Volume I, p.413). Quem não se lembra de que o jesuíta José de Anchieta assassinou os autores da Confissão de Fé da Guanabara, em 1558, em pleno solo brasileiro?
 
A Vida Cristã Deve se Conformar com a Cultura? Os apoiadores de Calvino de hoje se queixam “Nenhum líder Cristão jamais tem sido, com tanta frequência, condenado por tantos. E o fundamento usual para a condenação é a execução de Servetus e a doutrina da predestinação”. [76] De fato, Servetus foi apenas uma de muitas vitimas do calvinismo levado às suas conclusões lógicas. Os defensores geralmente pleiteiam que o que Calvino fez era uma prática comum e que ele deveria ser julgado conforme o padrão de seu tempo. Ser “Novas criaturas em Cristo” para não ir além do que as convenções de suas culturas e de seus momentos na história? Certamente não!
A soberania de Deus em controlar e causar todas as coisas que ocorrem é o coração do calvinismo. O calvinista fiel C. Gregg Singer declara que “a grandiosidade secreta da teologia de Calvino está nas garras do ensino bíblico da soberania de Deus”. [77] Calvino, verdadeiramente, poderia ter acreditado que ele era o instrumento escolhido de Deus desde a eternidade passada para coagir, torturar e matar a fim de forçar os cidadãos de Genebra ao comportamento que Deus predestinou e causaria? Calvino tem sido aclamado como um exemplo piedoso que baseou seu exemplo e teologia unicamente na Escritura. Mas, muito do que ele fez não era bíblico e era extremo, embora consistente com sua teologia. Esse fato não é uma razão suficiente para examinar o calvinismo cuidadosamente a partir das Escrituras? Que o Papa e Lutero se juntaram em uma aliança profana com o governo civil para aprisionar, açoitar, torturar e matar dissidentes em nome de Cristo não justifica Calvino. Não é possível que algo da teologia de Calvino era antibíblico como os princípios que guiaram sua conduta? William Jones declara: E com respeito a Calvino, é manifesto que […] a mais odiosa característica em todo o multiforme caráter do papado aderiu nele por toda a vida – eu quero dizer o espírito de perseguição. [78]
Não é somente Cristo o padrão de seus seguidores? E Ele não é sempre o mesmo, imutável pelo tempo ou cultura? Como os papas podem ser condenados (e certamente são) pelo mal que eles fizeram sob a bandeira da cruz, enquanto Calvino é dispensado por fazer o mesmo, embora em uma escala menor? As seguintes são somente duas passagens, entre muitas que condenam Calvino:
• Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. (Tiago 3:17)
• Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele [Cristo] andou. (1 João 2:6)
Eu me pergunto como tantos líderes Cristãos de hoje podem continuar a elogiar um homem cujo comportamento foi muitas vezes tão distante dos exemplos bíblicos refletidos acima.”
 
Respostas: (a) O motivo para a execução de Servet não foi a predestinação, mas a negação da doutrina da Trindade.
 
 
(b) Com relação à questão cultural, até os arminianos se utilizam dela para negarem doutrinas bíblicas. Por exemplo, muitos deles afirmam que a proibição de Paulo com relação às mulheres exercerem função eclesiástica (1 Co 14:34,35; 1 Tm 2:11,12) era baseada em questões culturais da sua época ou em sua própria opinião.
 
 
(c) Quando os anabatistas e os arminianos jesuítas perseguiram, confiscaram, amaldiçoaram, roubaram e assassinaram os seus oponentes, as suas práticas estavam ligadas directamente à sua questão soteriológica e eclesiológica? Eu só queria que o Dave Hunt e os seus simpatizantes respondessem esta pergunta!
 
(d) A despeito do desprezo de Dave Hunt e dos seus simpatizantes por Calvino, o fato é que nem mesmo isso vai poder ofuscar o brilho da obra e da vida de Calvino na Europa e no mundo todo, conforme testemunho de outros arminianos. Por exemplo, o Pr. Claudionor Correa de Andrade (ministro das Assembleias de Deus):
 
"Conhecido como o grande sistematizador dos postulados cristãos, Calvino ostentava como texto-áureo de seu labor teológico esta oração latina 'Sola Scriptura'. Tendo em vista este princípio (Somente a Escritura), Calvino pode ser considerado um teólogo essencialmente bíblico" (Dicionário Teológico, edição de 1996, p.65).
 
Rev. David S Schaff (metodista arminiano):
 
"Os comentários de Calvino são um monumento de exposição crítica dos livros bíblicos" (Nossa Crença e de Nossos Pais, p.56).
 
Nelws Lawrence Olson (arminiano), diz de Calvino:
 
“Este grande reformador viveu entre os anos 1509 e 1564 e foi grandemente usado por Deus para trazer novamente a luz do evangelho ao mundo, após tantos séculos de obscurantismo. Suas opiniões teológicas são estudadas até hoje por todos que exercem liderança espiritual” (O Batismo Bíblico e a Trindade, [CPAD], p.71)
 
E até o próprio Jacob Arminio (1560-1609), pai dos arminianos, dizia de Calvino:
 
"Depois da leitura das Escrituras [...], e mais do que qualquer outra coisa, [...] eu recomendo a leitura dos Comentários de Calvino [...] Pois afirmo que na interpretação das Escrituras Calvino é incomparável, e que os seus comentários são mais valiosos do que qualquer coisa que nos tenha sido legada nos escritos dos pais — tanto assim que atribuo a ele um certo espírito de profecia no qual se encontra em uma posição distinta acima dos outros, acima da maioria, na verdade, acima de todos" (Carta escrita a Sebastian Egbertsz, publicada em P. van Limborch e C. Hartsoeker, Praestantium ac Eruditorum Virorum Epistolae Ecclesiasticae et Theologicae [Amsterdam, 1704], nº 101).

Fonte: Grupo Projetos Novos Reformadores, no facebook.

Ainda sobre a questão entre Calvino e Serveto, sugerimos a leitura de dois artigos esclarecedores, veja aqui e aqui.
 

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Fonte: http://bereianos.blogspot.pt/2013/09/deixai-mentira-e-falai-verdade.html