Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Entenda a Palavra de Deus

Entenda a Palavra de Deus

Bíblia católica ou protestante?

"Porque é que a Bíblia católica tem 73 livros, quando a protestante tem apenas 66? Qual delas é a certa?"

O Novo Testamento, tanto nas bíblias católicas como nas protestantes, não apre­senta qualquer diferença quanto à quanti­dade de livros. Todavia, o mesmo não ocorre com o Velho Testamento, pelas seguintes razões:

 

a) Segundo o concilio de Rabinos de Jâmnia, realizado entre 90 e 100 d.C, o Velho Testamento constitui-se apenas de 39 livros constantes das bíblias evangélicas, mas a Igreja Católica Romana, no Concilio de Trento (1546, passados mais de mil e quatrocentos anos depois do concílio de Jâmnia) resolveu afirmar solenemente a canonicidade dos apócrifos (livros completos e adi­tamentos).

b) Em virtude de ter aceito muitas inovações doutrinárias, o catolicis­mo  romano   foi   obrigado   afastar-se  da Bíblia. O rompimento não foi imediato, deu-se de foram gradual: Jerónimo e Crisóstomo in­sistiram na leitura da Bíblia. Agostinho considerava as traduções dela um meio abençoado de pregar a Palavra de Deus en­tre as nações. Gregório I recomendou a sua leitura. As restrições começaram com Hildebrando, que proibiu aos boémios a leitu­ra da Bíblia.

Inocêncio III, em 1215, impe­diu o povo de ler a Palavra de Deus na sua língua materna, podiam fazê-lo apenas em latim, língua conhecida por alguns (poucos) erudi­tos. Clemente XI condenou a leitura da Bíblia pelos leigos, (pessoas que não fizessem parte do clero) etc.

c) O Concilio Tridetino foi um dos pontos salientes da Contra-Reforma Católica. Com o progresso do protestantismo, a Bíblia foi colocada nas mãos do povo, que percebia claramente, na sua leitura, o quanto o romanismo se afas­tara da sã doutrina apostólica.

O clero romano pressionado e desafiado a susten­tar na Palavra de Deus as suas doutrinas foi forçado a aceitar uma nova autoridade religiosa – a tradição – e a canonizar os apócrifos, nos quais muitos dos falsos dogmas entretanto criados poderiam ser sustentados.

d) A própria canonização constitui a maior prova de que tais livros, até ao Concilio de Trento (1546) não eram considerados, mesmo pelos católicos, como escritos sob inspiração divina. Os motivos da rejeição de tais livros por parte dos rabi­nos judeus, são: porque tinham sido escritos depois de Esdras e Neemias (Eclesiás­tico e I Macabeus), quando se cria que a inspiração havia cessado; porque foram es­critos em grego ou. pelo menos, por se des­conhecer seu possível original hebraico (Sabedoria e 2 Macabeus); porque seu tex­to hebraico (ou aramaico) estava perdido na ocasião do Concilio (Judite, Tobias, Baruc).

e) Concluindo: a Bíblia certa é aquela traduzida por entidades fiéis ao texto sagrado, descomprometidas com o falso ecumenismo ou seitas heréticas; é aquela que não apresenta outros livros e adita­mentos espúrios, e nem mesmo anotações capciosas tendentes a desviar o leitor da sã doutrina da Palavra de Deus. Contudo, muitos católicos sinceros, ao examinarem humildemente o texto sagrado das suas pró­prias Bíblias, encontraram nele a orienta­ção segura para o único caminho de salva­ção, Jesus Cristo, e hoje servem ao Mestre nas diversas denominações evangélicas.

 

 

Extraído do livro “A Bíblia Responde” – Ed. CPAD