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Entenda a Palavra de Deus

Entenda a Palavra de Deus

Porque é que sou dizimista?

"Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas." ( Malaquias 3:8)

O que significa dizimar? Dizimar = dar VOLUNTARIAMENTE 10% de tudo o que ganhamos para a obra de Deus!

 

Infelizmente, cada dia vemos mais defensores da mentira de que a Lei mudou quando a Nova Aliança foi estabelecida. Se é verdade que não estamos debaixo das seiscentas e muitas leis dadas aos judeus (as leis mosaicas), também é verdade que a prática do dízimo foi instituída antes da Lei (Génesis 14:20) e nunca foi revogada, e que, se não observarmos os mandamentos da Lei, conforme expostos e ensinados por Jesus Cristo no Sermão do Monte, não somos filhos de Deus.

Jesus não veio ab-rogar a Lei. Ele veio cumpri-la e, em Mateus 23:23, Ele ensina: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, E NÃO OMITIR AQUELAS." _ Omitir aquelas = deixar de dar o dízimo de tudo!

 

Se alguns dizem que devemos deixar de dizimar porque essa era uma prática da Lei, então também devemos deixar a justiça, a misericórdia e a fé que também são exigências da Lei.

Durante os meus primeiros anos de crente, quando ganhava bastante dinheiro e ainda não tinha conhecimento real do Deus das Escrituras, também não dava o dízimo! É verdade que "eu me converti" (dentro daquilo que me ensinaram) entreguei a minha vida ao Senhor, mas continuei a ser senhora absoluta da minha carteira.  Aliás, ela sempre foi exclusivamente minha até ao dia que perdi tudo e só fiquei com dívidas.

 

Quando Deus me salvou do desespero e da morte, quando comecei a ler, a alimentar-me e a amar a Sua Palavra, quando o Espírito Santo fez habitação em mim, entendi que nada é meu! Tudo é d'Ele! Entendi que todo o dinheiro que entra na minha casa é uma dádiva d'Ele e que dizimar é apenas obedecer-Lhe devolvendo-Lhe 1 parte (eu fico com nove) daquilo que Ele me permite usufruir para abençoar a Sua obra. Odeio a teologia da prosperidade, mas amo as promessas de Deus e creio nelas de todo o coração.

 

Quando Deus me converteu, quando Ele me tornou sua filha, o dízimo passou a ser a primeira coisa a pôr de parte sempre que recebemos (eu e o meu marido). Sejam dois ordenados, seja um, seja o valor que for, pouco ou muito, venha de onde vier, o dízimo não faz parte do dinheiro disponível para o nosso sustento, ele é para o sustento da obra de Deus.

E, a verdade é que Deus nunca nos faltou com nada. Seja um ordenado, sejam dois, mesmo quando achamos que o dinheiro não vai chegar ao meio do mês sequer ... nada nos falta!

 

TODAS as nossas necessidades têm sido supridas, abundantemente. A promessa de Jesus em Lucas 12:27-31 tem sido uma experiência real na minha vida e na minha casa. "Considerai os lírios, como eles crescem; não trabalham, nem fiam; e digo-vos que nem ainda Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. E, se Deus assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Não pergunteis, pois, que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos. Porque as nações do mundo buscam todas essas coisas; mas vosso Pai sabe que precisais delas. Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."

Esta é a prosperidade que Deus prometeu aos seus filhos!

 

Enquanto não fui fiel ao Senhor nos dízimos e nas ofertas, o dinheiro, por muito que fosse, parecia areia fina nas nossas mãos... O carro avariava de repente, tivemos dois acidentes em dois anos diferentes que nos levaram todo o dinheiro que tínhamos guardado, despesas médicas imprevisíveis, roupas de marca, urgências... Todo o dinheiro caía em saco roto!

Amados irmãos, eu não estou a dizer que somos obrigados a dar o dízimo...

Dar o dízimo por obrigação é abominável ao Senhor! Ele não precisa das nossas esmolas! Nós não teríamos nada para dizimar se Ele não nos abençoasse com o nosso trabalho e não nos desse saúde para trabalhar. Dar, ou melhor: devolver o dízimo é o mínimo que um filho de Deus pode fazer... O mínimo!

 

Se você pensa que pode escolher obedecer ao que lhe parece mais agradável na Palavra de Deus, escolhendo o que lhe agrada e rejeitando o que não lhe interessa... Não é na palavra de Deus que você acredita, mas na sua interpretação da mesma. (não me lembro do nome do autor de uma frase semelhante...)

Não quer dar o dízimo? Não dê! E se alguém o quiser obrigar ou pressionar a fazê-lo, fuja! O dízimo não paga a sua salvação, aliás, ninguém é salvo por dar ou não o dízimo. Mas, não se esqueça: a Palavra de Deus é uma só no seu todo; quem desobedece não pode ver o agir de Deus de forma milagrosa e visível na sua vida. Deus vos abençoe!

 

"Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de TODA a palavra de Deus." (Lucas 4:4)

 

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Maria Helena Costa

 

 

 

Dando os restos a Deus...

Sempre que leio publicações de "cristãos" acerca do dízimo não ser uma prática do Novo Testamento, e, como tal, não dever aplicar-se à igreja de Cristo nos nossos dias, não consigo deixar de ver um apelo para angariar prosélitos que têm o seu coração no dinheiro e uma tremenda dificuldade em abrir mão de 10% dos seus rendimentos.

_ É fácil dizer que pertencemos a Cristo e que Lhe entregámos a nossa vida para Ele cuidar, desde que as nossas finanças continuem a pertencer-nos. 

E, não estou a julgar nada que eu já não tenha vivido e experimentado... Só mesmo a graça e a misericórdia de Deus me fizeram olhar para este assunto de outra forma libertando-me do medo de o dinheiro me faltar caso desse o dízimo.

A grande verdade é que Deus não quer apenas os nossos dízimo (isso é o mínimo que podemos dar para a Sua obra), Ele exige o melhor que temos para Lhe oferecer em TODAS as áreas da nossa vida. Afirmar levianamente que o dízimo é uma prática da lei do AT e que, se observarmos o dízimo, teremos de observar toda a lei (senão somos hipócritas), revela um profundo desconhecimento acerca da prática do dízimo. Abraão e Jacob já dizimavam muitos antes de Moisés estabelecer a lei e Jesus foi muito claro quando disse que devíamos imitar os fariseus em tudo o que eles faziam de bem (por ex. nos dízimos), mas não na sua injustiça. Quando Paulo, no Novo Testamento, afirma que os verdadeiros cristãos dividem tudo o que têm, vai muito além do dízimo.  Mas, agora, vou falar apenas do tão odiado dízimo. É urgente que todos os amados irmãos em Cristo entendam isto: 

_ Dar o dízimo por obrigação é hipocrisia. Caim também deu uma oferta, mas Deus rejeitou-a! (Génesis 4:5)

_ Dar o dízimo porque o pastor exige, para comprar favores ou bênçãos de Deus, ou para os outros verem, é agir como os fariseus.

_ Dar o dízimo só porque sabemos que não nos vai fazer falta, é dar os restos a Deus. É como dar os ossos a um cão depois de lhes comermos a carne.

_ Dar o dízimo sem amor é abominável a Deus. Ele não precisa das nossas esmolas.

É doloroso de ouvir, mas é verdade!

Durante anos, entreguei apenas os restos a Deus e não sentia vergonha alguma por causa disso. Acalmava a minha consciência dizendo a mim mesma: eu até dou alguma coisa, há quem não dê nada. Afinal, alguns dos ossos que eu atirava para Deus até tinham mais carne do que os ossos que outros atiravam...

É fácil oferecer a Deus o que não nos faz falta, as sobras, os ossos aos quais comemos a carne. Em Oséias 13:6 podemos ler: "Depois eles se fartaram em proporção do seu pasto; estando fartos, ensoberbeceu-se o seu coração, por isso se esqueceram de mim." (Oséias 13:6). 

O que é que Deus está a dizer-nos? É mais ou menos isto: "Quando eu vos alimentava, ficavam satisfeitos; quando ficavam satisfeitos, orgulhavam-se e esqueciam-se de mim!"

Então, a nossa triste realidade, é que damos um ou dois "ossos" a Deus só porque nos sentimos culpados se não Lhe entregarmos nada.

Tipo: Uma oração resmungada três minutos antes de fecharmos os olhos e dormirmos (tem misericórdia de mim Senhor!),  duas moedas a um pobre para não ficarmos com um peso na consciência e, porque não, umas moedas, ou umas notinhas daquelas pequeninas na hora da colecta para os outros não pensarem que não damos nada?

Atiramos os restos e... Vai buscar Deus!

 

Dizemos que somos crentes do Novo Testamento, para não cumprir um mandamento do Antigo, mas agimos como os sacerdotes agiam no tempo de Malaquias: "Porque, quando ofereceis animal cego para o sacrifício, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou enfermo, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; porventura terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o Senhor dos Exércitos." (Malaquias 1:8)

No tempo de Malaquias, os homens também achavam que o que davam era suficiente... Ficavam com os melhores animais do rebanho e entregavam a Deus os que desprezavam, os restos. Deus chamava a isso mau. Os restos não são apenas inadequados; segundo o ponto de vista de Deus, e é bom não esquecermos que é esse o único ponto de vista que importa, eles são "maus".

Dar o que não nos faz falta é falta de confiança na provisão de Deus! Dar o que não nos faz falta é tão fácil... Não exige nada de nós. Dar o dízimo, segundo a Bíblia ensina, é devolver a Deus uma parte (nós ficamos com 9) daquilo que Ele nos deu, nada mais, nada menos. Mas, para aqueles que saem pelas redes sociais a diabolizar o dízimo, o meu desafio é: 

- Se são crentes do Novo Testamento na questão do dízimo e dão às palavras de Jesus em Mateus 23:23 outro significado que na verdade não têm, sejam-no também na questão do ensino ministrado à igreja de Cristo e façam como Paulo ensina:

 

"E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister." (Atos 2:44-45)

 

E não me venham dizer: "Ai e tal... Isso não é válido para os nossos dias porque aqueles tempos eram outros!"

 

Amados, o meu pastor nunca me pediu o recibo de vencimento, logo, não sabe quanto eu ganho. Isso implica que, o que eu dou, ou deixo de dar, é entre mim e Deus e que, para Ele, o que conta é a intenção com que dou! Dar a Deus o que não nos faz falta é fácil. Difícil é retirar uma parte quando as contas nos dizem que as outras nove não chegam sequer até ao meio do mês... É aí que entra a fé: confiança e dependência da provisão de Deus para todos os que buscam o Seu reino em primeiro lugar. Fácil? Não. Obedecer a Deus e confiar totalmente nEle é tudo, menos fácil!

 

Um dia, li isto: "Pessoas mornas entregam dinheiro para instituições de caridade e para a igreja, desde que isso não altere em nada o seu padrão de vida. Quando dispõem de algum dinheiro a mais é fácil e seguro doar e, elas fazem-no."

 

Não sou pastora nem líder de nenhuma denominação, portanto, não estou a tentar angariar fundos. Sou um filha de Deus que aprende diariamente a confiar-Lhe tudo e que tem visto a Sua provisão na minha vida de uma forma sobrenatural. Afinal de contas, Deus ama aquele que dá com alegria:

"E, olhando ele, viu os ricos lançarem as suas ofertas na arca do tesouro; e viu também uma pobre viúva lançar ali duas pequenas moedas; e disse: Em verdade vos digo que lançou mais do que todos, esta pobre viúva; porque todos aqueles deitaram para as ofertas de Deus do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deitou todo o sustento que tinha."

(Lucas 21:1-4)

 

Mas, e há sempre um "mas", também devemos ser bons administradores daquilo que Deus nos dá. 

Alimentar lobos devoradores e contribuir para engordar cães gulosos que usam o dinheiro dos fiéis para enriquecer, comprar imóveis, construir impérios e ostentar riqueza, é ser um mau administrador; é contribuir para que continuem a haver pessoas necessitadas na igreja enquanto os mercadores do evangelho engordam e prosperam à custa da ignorância de muitos. 

 

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 Maria Helena Costa