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Entenda a Palavra de Deus

Entenda a Palavra de Deus

No Perigo da Jornada o Coração do Pastor...

Mesmo um coração regenerado, ainda guarda em si resíduos do pecado. Precisamos da graça para perseverar e discernirmos os enganos do nosso coração. Desconfiamos uns dos outros, não praticamos o bem com pureza, não sabemos receber o bem com humildade. Quando nos dispomos a ensinar a verdade necessitamos, primeiramente, de a aplicar a nós mesmos, avaliarmos se o que nos importa, realmente, é a glória de Deus, ou se simplesmente desejamos preencher lacunas de inveja com a 'nossa santidade'. Olhamos para os pecados dos irmãos somente para nos 'orgulharmos' de que não praticamos tais coisas, enquanto deveríamos entristecer-nos e ajudar de boa vontade para que o nome de Cristo fosse honrado sempre. Mas não o fazemos, a nossa carne quer promover-se às custas do outro...entretanto digo-vos, irmãos, que é motivo de alegria e esperança detectarmos tais hediondos desejos nos nossos próprios corações, pois é obra do Espírito Santo iluminar as mais obscuras e profundas galerias do nosso coração: O novo Senhorio não permitirá sujeiras sedimentadas e escondidas!
Não desanime ao ver a feiura do pecado, a bondade e ternura de Cristo cuidará das maiores feridas nos menores cordeirinhos, e nenhum se perderá do rebanho do doce Pastor!

 

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Imaginação que Inebria e Embrutece

É urgente entendermos:

"Segui [literalmente, persegui] ..., a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;" (Hebreus 12:14)

Não há imaginação com que o homem mais se inebria e se embrutece, nenhuma tão perniciosa do que esta: que as pessoas não purificadas, não santificadas, que não levam uma vida piedosa, mais tarde são introduzidas naquele estado de bem-aventurança que consiste no desfruto de Deus. Tampouco tais pessoas podem desfrutar de Deus, nem Deus lhes seria um galardão. É verdade que a santidade é aperfeiçoada no céu. Mas o início dela confina-se invariavelmente a este mundo. Deus a ninguém leva para o céu senão a quem Ele santifica na terra. A Cabeça viva não admitirá membros mortos. 

 

JohnOwen

 

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Santinhos de pau oco? Ou… Santos?

Num mundo divorciado de Deus, que se deleita no pecado, o conceito de santidade passou a ser pejorativo.
Quando alguém defende os valores divinos, é imediatamente tachado de “santinho”, “santarrão”, “santo-de-pau-carunchoso”, etc. E, o mais incrível, é ver crentes a afirmar: “Eu não sou santo nenhum, mas…”.

 

Claro que, como sempre digo, cada um fala por si. E, se um crente se desculpa perante outro crente ou mesmo perante um incrédulo dizendo que “não é santo”, ele lá saberá do que fala e, precisa rever qual é a sua fé. A Palavra de Deus é muito clara quando afirma: “ [sem] santificação, […] ninguém verá o Senhor;” (Hebreus 12:14).

 

A santidade é algo que Deus realiza nos Seus filhos: “nos elegeu nele [em Cristo] antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis […]; (Efésios 1:4), “temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.” (Hebreus 10:10). A santidade é muito mais do que apenas amar a Deus e ao nosso próximo; ela também envolve aversão.


Esta aversão ao pecado é um elemento básico inerente aos santos. Os que amam a Deus sentem repugnância e aversão pelo pecado “Mas o que pecar contra mim violentará a sua própria alma;” (Provérbios 8:36). Como filhos de Deus, no processo contínuo de santificação que o Seu Espírito opera em nós, devemos cultivar uma atitude que sempre vê o pecado como algo terrível que é cometido contra Deus “Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista,” (Salmos 51:4).

 


Conceitos inferiores e distorcidos do pecado colhem conceitos inferiores e distorcidos de santidade. Como escreveu J. C. Ryle: “Conceitos errados sobre a santidade em geral são identificáveis com conceitos errados sobre a corrupção humana. Se uma pessoa não compreende a perigosa natureza das enfermidades da sua alma, não é surpresa se ela se contentar com remédios falsos ou imperfeitos.” Cultivar a santidade demanda a rejeição do orgulho da vida e das concupiscências da carne.”

 

Falhamos quando não vivemos com as nossas prioridades centradas na Palavra de Deus, na Sua vontade e na Sua glória.


“A santidade não consiste em especulações místicas, fervores entusiásticos, ou austeridades não ordenadas; ela consiste em pensar como Deus pensa e querer com Deus quer.” - John Brown

 

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 Baseado no que li no livro:

Espiritualidade Reformada - Joel Beeke

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço?

"Há bastante tempo, [...] veio um casal amigo aqui em casa e me sugeriu que quebrasse todos os discos mundanos (na época eram de vinil) pois isso não agradava a Deus. Mesmo não concordando, pois nunca ouvi músicas chulas, então na presença deles quebrei minha colecção do Roberto Carlos, dos Beatles e mais alguns populares. Ótimo, ficaram satisfeitos e cumpriram a missão de ensinar o q era correto aos olhos do Pai, assunto encerrado. Mas acontece que esses dias, ele postou aqui no face uma musica exatamente do Roberto Carlos, numa declaração de amor. Então, na hora me veio à memória o fato citado acima, dos discos quebrados... [...] perguntei o q fez eles mudarem de opinião? Se foi o conceito sobre o assunto q mudou ou se eles se adaptaram com a modernidade do "nada a ver". Não me deram uma resposta convincente, só disseram q excluíram a postagem, já q eu tinha ficado indignada. [...] eu te pergunto, fiz certo ou não em questiona-los? Afinal o que eles pregaram na época usando o nome de Deus, não poderia mudar nunca, não é mesmo? Penso q mesmo q o mundo mude, eles teriam q manter a opinião, pois na época eles agiram como porta voz do Pai. Eu fiquei tão decepcionada com eles, q no fundo agora me arrependi de ter quebrado meus discos. E acho q ainda ficaram magoados comigo, como se a errada fosse eu, mas creio q é pq ficaram com vergonha pois não contavam com minha memória tão boa. [...]."

 

Esta situação foi-me colocada por uma irmã em Cristo. Eis a minha resposta:

 

Este é o problema do legalismo!

Os fariseus teriam feito a mesma coisa que eles fizeram: acrescentar regras à lei de Deus de forma a torná-la cada vez mais pesada. Não estou a condenar o casal que lhe pediu para queimar os seus discos. Acredito que aprenderam assim e o possam ter feito com zelo, mas, como é puro legalismo, acabaram eles mesmos por fazer o que lhes ensinaram apesar de não ser correcto.

Amada irmã, em Cristo somos livres para escolher tudo o que fazemos e, se Ele é realmente o nosso Senhor e o Seu Espírito habita em nós, Ele vai contender connosco quando ouvimos certo tipo de música ou quando fazemos algo que O entristeça.
 

Há música tocada e cantada no mundo, por pessoas do mundo, mais edificante do muita música rotulada de gospel, mas que só exalta o ego humano e tem letras totalmente contrárias à Escritura e, portanto, bem mais perigosa do que a "música do mundo".

Agora, passados tantos anos do mal feito e de ter destruído os seus discos, não permita que o ressentimento cresça no seu coração porque é isso que o inimigo das nossas almas pretende. Procure entender que esse casal pode ter tido a melhor das intenções, mas que acabou por ser vítima do legalismo. É normal que algumas pessoas se sintam magoadas quando são confrontadas, embora devessem, isso sim, tentar esclarecer e até pedir perdão se reconheceram que tiveram uma atitude hipócrita.

Ore por eles, perdoe-lhes, e ouça a música que entender porque há muito boa música do "mundo", da mesma forma que há música má demais (leia: letra). Há algo que é urgente entendermos:

 
O que é "música do mundo"? É a música feita por alguém que não é crente?
 
Então, para sermos coerentes, não devemos usar nada feito por descrentes: calçado, vestuário, alimentação, entretenimento, etc. porque tudo isso é "do mundo". Se "música do mundo" é aquela que vai contra os valores de Deus porque promove sexo fora do casamento, traição, adultério e vingança, devemos evitá-la da mesma forma que devemos evitar muita música gospel que contém erros doutrinários graves.

 

Se com música do "mundo" nos referimos ao ritmo - rock, heavy metal, hip hop, funk, fado, etc. _ temos outro problema, pois não existe como definir um ritmo que seja "santo" e outro que seja "mundano".

Eu ouço música composta por incrédulos que tem uma boa letra (bom conteúdo). Afinal, nós sabemos que tudo o que é bom vem de Deus. "Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação." Tiago 1:17

 

Peçamos a Deus que nos ajude a escolher bem, e não nos coloquemos sob o jugo de ninguém! "Examinai tudo. Retende o bem." 1 Tessalonicenses 5:21

 

Siga em frente minha irmã. Você não vai ter os seus discos de vinil de volta, mas isto pode ter servido para a levar a libertar-se do jugo do legalismo e a dar graças a Deus por isso. Espero ter ajudado e estou disponível para esclarecer alguma coisa.

 

Deus a abençoe!

 

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Maria Helena Costa

 

 

As Obras de Deus...

 

Não lutamos a luta da fé sozinhos, e a nossa segurança está alicerçada no amor soberano de Deus, que realiza o que nos chamou a fazer. Os textos seguintes são todos expressões da nova aliança que considerámos no capítulo 5. Jesus comprou para nós todas as promessas de Deus quando derramou o Seu sangue:

 

"Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós." Lucas 22:20

"Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós." 2 Coríntios 1:20

 

Uma das mais preciosas de todas as promessas relaciona a nova aliança ao compromisso absoluto de Deus em fazer-nos perseverar:

 

"E farei com eles uma aliança eterna de não me desviar de fazer-lhes o bem; e porei o meu temor nos seus corações, para que nunca se apartem de mim." Jeremias 32:40

 

Esta promessa reaparece em muitas expressões maravilhosas no Novo Testamento:

 

"Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo," 1 Pedro 1:5

 

"Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória,
Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém." Judas 1:24,25

 

"E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará." 1 Tessalonicenses 5:23,24

 

"Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;" Filipenses 1:6

 

"O qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor." 1 Coríntios 1:8,9

 

"Ora, o Deus de paz, que pelo sangue da aliança eterna tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo, grande pastor das ovelhas, vos aperfeiçoe em toda a boa obra, para fazerdes a sua vontade, operando em vós o que perante ele é agradável por Cristo Jesus, ao qual seja glória para todo o sempre. Amém" Hebreus 13:20,21

 

Às vezes, pergunto às pessoas: porque é que você crê que acordará como um cristão amanhã de manhã? Porque é que você acha que terá a fé salvadora quando acordar amanhã? Pergunto isto para testar o tipo de opinião da pessoas quanto à perseverança. A resposta bíblica não é: sei que escolherei crer amanhã de manhã. Estou comprometido com Jesus. _ Essa é uma confiança muito frágil.

A resposta encontra-se em todos estes textos. Deus é fiel. Deus agirá em mim. Deus guardar-me-á. Deus completará a Sua obra até ao fim. A resposta é o agir contínuo de Deus e não o meu compromisso constante. Quando faço esta pergunta, estou a sondar se a pessoa tem a opinião de que a segurança eterna é como uma vacina. Recebemos a vacina quando fomos convertidos e não podemos mais pegar a doença da incredulidade. Essa é uma analogia enganadora porque subentende que o processo de preservação é automático, sem a obra contínua do grande médico. A perseverança não é como uma vacina, e sim como um programa de terapia vitalício em que o grande Médico nos acompanha durante todo o tratamento. Ele nunca nos abandonará (Hebreus 13:5). Essa é a maneira de perseverarmos. É a maneira pela qual temos segurança.

 

Do livro 5 Pontos

John Piper

Próximo post: Portanto, devemos ser zelosos em confirmar a nossa vocação e eleição.

 

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