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Entenda a Palavra de Deus

Entenda a Palavra de Deus

Há um desviar-se de alguns crentes ...

Há um desviar-se de alguns crentes, mas, se persistirem no erro, mostram que a sua fé não era genuína e não eram nascidos de Deus.

Em 1 João 2:19, o apóstolo disse: "Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido connosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos".
 
De maneira semelhante, a parábola dos quatro solos, conforme interpretada em Lucas 8:9-14, retrata pessoas que "ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, crêem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam".

O facto de que tal coisa seja possível justifica o porquê de cada ministério do evangelho em cada igreja local precisar conter muitas admoestações aos membros da igreja, para perseverarem na fé e não se deixarem enredar com aquelas coisas que talvez possam sufocá-los e resultar na sua condenação.
 
Os pastores não sabem infalivelmente quais dos seus ouvintes são solo bom e quais são solo mau. As suas exortações e advertências são a maneira de ajudar os santos a perseverarem. Eles ouvem as advertências, dão-lhes atenção e, assim, autenticam o seu humilde e bom coração de fé.

Do livro 5 Pontos

John Piper

Próximo post: Deus nos justifica completamente...

Os Eleitos de Deus não Podem Perder-se

Esta é a razão por que cremos na eterna segurança segurança _ ou seja, na segurança eterna dos eleitos. A implicação é que Deus operará de tal modo em nós, que todos aqueles que ele escolheu para a salvação eterna serão capacitados por Ele a perseverarem na fé até ao fim, e cumprirão, pelo poder do Espírito Santo, os requisitos quanto a um novo tipo de vida.

Vimos antes, em Romanos 8:30, a inalterável corrente de obras divinas: "E aos que predestinou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou". O que é evidente neste versículo é que aqueles que são chamados de maneira eficaz à esperança da salvação perseverarão realmente até ao fim e serão glorificados. Não há abandonos nesta sequência. Estas são promessas de Deus arraigadas, em primeiro lugar, na eleição incondicional e na graça soberana, que produz a conversão e a perseverança que considerámos antes. Os elos na corrente são inquebráveis, porque a obra salvadora de Deus é infalível, e os Seus compromissos na nova aliança são irrevogaveis.

Outra vez, Paulo estava seguindo os ensinos do Seu Senhor, Jesus Cristo.

"As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um." (João 10:27-30)
 
"Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade," ( Efésios 1:4-5)

Vimos antes que ser uma ovelha de Jesus significa ser escolhido por Deus e dado ao Filho. Noutras palavras, a promessa de Jesus de não perder nenhuma das Suas ovelhas é o compromisso soberano do Filho de Deus em perseverar na fé os eleitos, pelos quais Ele deu a Sua vida.

Próximo post: Há um desviar-se de alguns crentes...

A Obediência que Evidencia a Renovação Interior Realizada por Deus, é Necessária para a Salvação Final

 

 
Isto não significa que Deus exige perfeição. Filipenses 3:12 deixa claro que o Novo Testamento não sustenta a exigência de que aqueles que são justificados em Cristo Jesus pela fé sejam impecavelmente perfeitos.
 
"Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus" (ver também 1 João 1:8-10 e Mateus 6:12).
 
Todavia, o Novo Testamento exige que sejamos moralmente diferentes e andemos em novidade de vida. Por exemplo:

"Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hebreus 12:14).

"Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis" (Romanos 8:13).

"Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam" (Gálatas 19:21, ver também Efésios 5:5 e 1 Coríntios 6:10).

"E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou." (1 João 2:3-6; ver também 1 João 3:4-10,14; 4:20)

"Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos;" (João 8:31; ver também Lucas 10:28; Mateus 6:14-15; 18:35; Génesis 18:19; 22:16-17; 26:4-5; 2 Timóteo 2:19).

Novamente, deve haver cautela para que ninguém entenda estas passagens no sentido do perfeccionismo. A Primeira Epístola de João foi escrita para nos ajudar a manter o nosso equilíbrio bíblico neste assunto. Por um lado, ela diz:
 
"Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus" (1 João 3:9).
 
Entretanto, por outro lado, ela diz: "Se dissermos que não temos [não "tivemos", mas temos] pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós" (1 João 1:8) e, "Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo" (1 João 2:1).
 
A perseverança dos santos não é a garantia da perfeição e sim de que Deus nos manterá combatendo o combate da fé, para que odiemos o nosso pecado e nunca façamos paz duradoura com ele.

No próximo post: Os Eleitos de Deus não Podem Perder-se

 

Isto não significa que Deus exige perfeição

Isto não significa que Deus exige perfeição. Filipenses 3:12 deixa claro que o Novo Testamento não sustenta a exigência de que aqueles que são justificados em Cristo Jesus pela fé sejam impecavelmente perfeitos. “Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas Prossigo para conquistar aquilo par o que também fui conquistado por Cristo Jesus” (Ver também 1 João 1:8-10 e Mateus 6:12). Todavia, o Novo Testamento exige que sejamos moralmente diferentes e andemos em novidade de vida. Por exemplo:

 

  • “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14)

 

  • “Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis” (Romanos 8:13)

 

  • “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gálatas 19:21; ver também Efésios 5:5 e 1 Coríntios 6:10).

 

  • “Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele: aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou” (1 João 2:3-6; ver também 1 João 3:4-10, 14; 4:20)

 

  • “Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos” (João 8:31; ver também Lucas 10:28; Mateus 6:14-15; 18:35; Génesis 18:19; 22:16-17; 26:4-5; 2 Timóteo 2:19).

 

Devemos ter cautela, porque ninguém entende essas passagens no termo de perfecionismo. A primeira epístola de João foi escrita para nos ajudar a manter o nosso equilíbrio bíblico neste assunto. Por um lado, ela diz: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1 João 3:9). Entretanto, por outro lado, diz: “Se dissermos que não temos pecado [não “tivemos”, mas temos] pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós” (1 João 1:8) e: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 João 2:1).

 

A perseverança dos santos não é a garantia da perfeição e sim de que Deus nos manterá combatendo o combate da fé, para que odiemos o nosso pecado e nunca façamos paz duradoura com ele.

 

Próximo post: Os eleitos de Deus não Podem ser Perdidos

A nossa fé prevalecerá até ao fim se realmente somos salvos - 2ª parte

As oito teses seguintes, são o resumo desta doutrina crucial.

 

  1. A nossa fé prevalecerá até ao fim se realmente somos salvos.

Isto significa que o evangelho é o instrumento de Deus na perseveração da fé, bem como o instrumento que gera a fé. Não agimos com um tipo de indiferença arrogante para com a chamada à perseverança apenas porque uma pessoa professou a fé em Cristo, como se pudéssemos, baseados na nossa perspectiva, ter a certeza de que agora ela está além do alcance do Maligno. Há um combate da fé a ser realizado. Os eleitos realizarão esse combate. E, por meio da graça soberana de Deus, eles vencerão. Temos de permanecer na fé até ao fim, se é que somos salvos.

 

Em 1 Coríntios 12:1-2, Paulo mostra a necessidade de perseverança: “Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão”, Este “se retiverdes” mostra que há um falso começo na vida cristã. Jesus contou a parábola dos solos para advertir contra esses tipos de falso começo:

 

"O que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria; mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição, por causa da palavra, logo se ofende; e o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera;" Mateus 13:20-22

 

 Em outras palavras, como  Paulo diz em 1 Coríntios 15:2, há um “crer em vão” _ que significa um falso crer, um vir a Cristo por razões que não incluem amor por Sua glória e ódio ao pecado. Paulo diz: a evidência da genuidade da nossa fé é o facto de que retemos a Palavra _ de que perseveramos. De modo semelhante, Paulo diz em Colossenses 1:21-23:

 

"A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis, se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro." Colossenses 1:21-23

 

E, outra vez, em Timóteo 2:11-12: “Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele; se perseverarmos, também com ele reinaremos”.

Nestas palavras, Paulo está a seguir o ensino de Jesus. Jesus disse: “Aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo” (Marcos 13:13). E, depois da sua ressurreição, Jesus disse às sete igrejas de Apocalipse: “Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida” (Apocalipse 2:10, cf. 2:17; 25-26; 3:5, 1-12,21). Isto é o que pretendemos dizer quando falamos em necessidade de perseverança _ a afirmação de que temos de perseverar.

 

Continua:

Jesus pede algo muito mais difícil aos Seus discípulos

Foi o amor que motivou Deus a enviar o Seu Filho numa missão de salvação (João 3:16).

Também devemos ter a mesma atitude. Só os grandes mandamentos de amar a Deus com todo o coração, alma, mente e força e amar o próximo como a nós mesmos podem impelir-nos para fora de nós mesmos e dos nossos restritos interesses pessoais (Marcos 12:18-34). Só esse amor pode compelir-nos a sacrificar as nossas vidas cuidando dos pobres, dos marginalizados e dos oprimidos do mundo.

Só esse amor nos dará a coragem inabalável de ir ao mundo e pregar a mensagem tola e indesejável, mas salvadora, de um Messias crucificado. O amor tem de ser o combustível de missões. Não podemos ir ao mundo porque queremos a aprovação das pessoas; não podemos ir ao mundo em busca de poder, nem para provarmos que estamos certos. Missões tem de ser o transbordar de um amor por Deus que deseja ansiosamente ver outros a experimentar a Sua graça, o Seu amor e a Sua compaixão por pessoas que estão perdidas e destinadas ao inferno.

Sem dúvida, a missão que Jesus nos deu seria mais fácil se não tivéssemos de amar, se não tivéssemos de nos interessar. Seria muito mais fácil se pudéssemos odiar o mundo ou não nos preocuparmos com ele.

Quando leio sobre o radicalismo violento do islamismo que tem levado ao terrorismo, sinto repulsa por ele. Mas também posso ver o seu apelo. Há algo muito sincero, muito praticável no que diz respeito ao compromisso de odiar o mundo moderno, lutar contra ele e tentar explodi-lo. Essa é uma descrição de um trabalho relativamente simples. Eu poderia fazer isso. Explodir-me a mim mesmo, depois morrer e ir para o céu.

Mas Jesus pede algo muito mais difícil aos Seus discípulos _ algo que exige muito mais coragem e sacrifício. É uma missão que requer capacitação divina. Jesus diz-nos que devemos morrer para nós mesmos e viver por Ele.
Jesus diz-nos que devemos sacrificar a nossa vida a servir as pessoas que nos desprezam.
Ele diz-nos que devemos engajar-nos plenamente num mundo que deseja seduzir-nos e que nos odeia quando lhe resistimos.
Ele manda a Sua igreja apelar a uma cultura que ama o pecado.
Jesus pede para morrermos. Mas Ele pede um tipo de morte lenta. Não é uma morte que tira a vida aos outros, mas sim uma morte que lhes dá vida. É a morte de tomar a cruz e andar nos passos do nosso Senhor crucificado. É sofrer pela mensagem do evangelho. É morrer para a popularidade e ser uma igreja que defende a rectidão. Isso é algo muito mais doloroso e terrível do que a decisão de apertar um botão e tornar-se uma bomba humana. Mas esse é o caminho de Jesus e leva à vida eterna.

Joshua Harris

Cave mais Fundo pp.281-283

 

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Sobre o Carácter e o Propósito da Igreja

 
Aprendemos que a igreja deve ser uma congregação de pessoas que estão sujeitas à verdade e à autoridade da Bíblia, a fim de serem ensinadas, treinadas, repreendidas e corrigidas (2 Timóteo 3:16). E o ensino correcto da Palavra de Deus implica apresentar como sua mensagem central as boas-novas da morte vicária e ressurreição de Jesus por pecadores (1 Coríntios 15:1-3). Portanto, a igreja é edificada numa mensagem específica e não em ideias ou filosofias aleatórias.
A prioridade do baptismo e da Ceia do Senhor enfatiza a necessidade de a igreja ser uma comunidade definida, firmada sobre o evangelho de Jesus Cristo. Ambas as ordenanças são meios do povo de Deus vivenciar e lembrar  o que nós somos por meio da fé na morte e na ressurreição de Jesus por nós. E ambas distinguem que é e quem não é parte do povo de Deus.
O baptismo é o ponto de entrada na igreja. Simboliza a morte do cristão para o pecado; simboliza a ressurreição com Jesus para uma nova vida e a entrada na família de Deus (Mateus 28:19). Ocorre somente uma vez, quando a pessoa crê pela primeira vez.

A Ceia do Senhor é repetida muitas vezes durante toda a vida cristã. Jesus instruiu os seus seguidores a partirem o pão e beberem o cálice em lembrança do Seu corpo partido e do Seu sangue derramado na Sua morte expiatória na cruz (1 Coríntios 11:23-26). Quando os membros de uma igreja local celebram a Ceia do Senhor, proclamam juntos que a morte De Jesus é a fonte da sua salvação. E dizem uns aos outros e ao mundo que os observa: «Ainda estamos aqui. Ainda estamos prosseguindo pela fé. Estamso conectados com Cristo e uns com os outros porque Ele morreu pelos nossos pecados e tornou-nos filhos de Deus".

O Novo Testamento está cheio de instruções práticas sobre o que a igreja local deve ser e fazer. Vemos que as igrejas são organizadas sob a liderança de homens que satisfazem qualificações de carácter claramente definidas. Têm de governar bem a sua própria família, praticar e ensinar a sã doutrina (1 Timóteo 3; Tito 1:5-9). Essas qualidades são importantes porque um dos propósitos primários da igreja é ensinar os cristãos a conhecerem a Deus e a obedecer-Lhe. A igreja é também o lugar em que os cristãos recebem cuidado e encorajamento uns dos outros. Na igreja local, os cristãos põem em prática os mandamentos bíblicos de amar, servir, honrar, encorajar-se unas aos outros e orar uns pelos outros (João 13:34; Gálatas 5:13; Romanos 12:10; Tiago 5:16; 1 Tessalonicenses 5:11).

É importante que pertençamos a uma igreja Local?
Claro que sim. Isso é ilustrado em passagens bíblicas que estimulam os cristãos a honrarem e a obedecerem aos líderes da igreja local (Hebreus 13:17), a aceitarem a disciplina da comunidade (Mateus 18:15-19; Gálatas 6:1) e a não negligenciarem o ajuntamento com os outros crentes (Hebreus 10:25).

Tudo isso significa que o Novo Testamento pressupõe que os crentes participarão de uma igreja local na qual recebem o baptismo, participam da Ceia do Senhor, recebem o ensino da Palavra de Deus, adoram, usam os seus dons para servir, são cuidados espiritualmente por líderes qualificados, são responsáveis a uma comunhão em amor e dão testemunho da morte salvadora de Jesus Cristo aos incrédulos. Os cristãos devem reunir-se e congregar não apenas para o bem da sua própria saúde espiritual, mas também para que o mundo ao redor deles possa ver claramente a realidade de Jesus Cristo.
 
Joshua Harris
Cave mais Fundo
 

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Se somos salvos, a nossa fé permanecerá até ao fim

Continuação:

No entanto, convém esclarecer isto. Perseverar na fé não significa que os santos não passam por tempos de dúvida, trevas espirituais e falta de confiança nas promessas e na bondade de Deus. “Ajuda-me na minha falta de fé” (Marcos 9:34) não é uma oração contraditória.

Portanto, o que queremos dizer quando afirmamos que a fé tem de perseverar até ao fim, queremos dizer que nunca chegaremos ao ponto de renunciar a Cristo com tal dureza de coração que nunca  mais voltaremos para Ele, em vez disso, só provaremos que fomos hipócritas na fé que professámos. Podemos encontrar um exemplo desse tipo de dureza em Esaú.

 

"Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem. E ninguém seja devasso, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrimas o buscou" Hebreus 12:15-17

 

Esaú tornou-se tão endurecido espiritualmente e tão insensível no seu amor por este mundo, que, quando tentou arrepender-se não o pôde fazer. Tudo o que ele pôde fazer foi chorar pelas consequências da sua tolice e não pela verdadeira feiura do seu pecado ou pela desonra que lançou sobre Deus, ao preferir uma simples refeição ao direito da primogenitura.

 

Por outro lado, o Novo Testamento esforça-se para assegurar-nos  que não nos desesperemos, pensando que o desvio e a inconstância no pecado é um caminho sem volta. É possível arrepender-se e voltar. Esse processo está incluído na “perseverança dos santos”. Por exemplo, Tiago disse: “Aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados” (Tiago 5:20). E João disse: “Se alguém vir o seu irmão cometer pecado não para morte, pedirá, e Deus lhe dará vida… Toda a injustiça é pecado, e há pecado não para morte” (1 João 5:16-17)

 

O alvo de João, nestas palavras, era dar esperança aos que fossem tentados a desesperar-se e aos que os amavam e oravam por eles. João começou a sua epístola da maneira como a terminou: "Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (1 João 1:8-9).

 

Portanto, quando falamos da necessidade (e da certeza, como veremos em seguida) de perseverança, não queremos dizer perfeição. E não queremos dizer que não há lutas e incredulidade séria. Temos de guardar no nosso coração e na nossa mente as doutrinas da graça que temos vindo a estudar. Pertencer a Cristo é uma realidade sobrenatural, produzida por Deus e preservada por Ele "E farei com eles uma aliança eterna de não me desviar de fazer-lhes o bem; e porei o meu temor nos seus corações, para que nunca se apartem de mim." (Jeremias 32:40).

 

Os santos não são marcados mais profundamente pelo que fazem e sim pelo que são. Eles nasceram de novo. São uma nova criação. Não entram e saem desta novidade. Ela é obra de Deus. É também irrevogável. Mas o seu fruto em fé e obediência é um combate até ao fim. E a perseverança diz: o combate será realizado e não será perdido no final.

 

Próximo post: A Obediência, que Evidencia a Renovação Interior Realizada por Deus, é Necessária para a Salvação Final

 

Perseverança dos Santos

De tudo o que temos compartilhado acerca das doutrinas da graça, concluímos que o povo de Deus perseverará até ao fim e não se perderá.

 Os conhecidos de antemão são predestinados; os predestinados são chamados; os chamados são justificados; e os justificados são glorificados (Romanos 8:30). Ninguém deste grupo se perde. Pertencer a este povo significa estar eternamente seguro.

No entanto, queremos dizer mais do que isso quando falamos da doutrina da perseverança dos santos. Queremos dizer que os santos têm de perseverar e perseverarão na fé e na obediência que procede da fé. A eleição é incondicional, mas a glorificação não o é. Nas Escrituras, há muitas advertências de que aqueles que não se apegam a Cristo podem perder-se no final.

As oito teses seguintes, são o resumo desta doutrina crucial.

 

  1. A nossa fé prevalecerá até ao fim se realmente somos salvos.

Isto significa que o evangelho é o instrumento de Deus na perseveração da fé, bem como o instrumento que gera a fé. Não agimos com um tipo de indiferença arrogante para com a chamada à perseverança apenas porque uma pessoa professou a fé em Cristo, como se pudéssemos, baseados na nossa perspectiva, ter a certeza de que agora ela está além do alcance do Maligno. Há um combate da fé a ser realizado. Os eleitos realizarão esse combate. E, por meio da graça soberana de Deus, eles vencerão. Temos de permanecer na fé até ao fim, se é que somos salvos.

 

Em 1 Coríntios 12:1-2, Paulo mostra a necessidade de perseverança: “Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão”, Este “se retiverdes” mostra que há um falso começo na vida cristã. Jesus contou a parábola dos solos para advertir contra esses tipos de falso começo:

 

"E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera; mas, o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta." Mateus 13:22,23

 

Em outras palavras, como  Paulo diz em 1 Coríntios 15:2, há um “crer em vão” _ que significa um falso crer, um vir a Cristo por razões que não incluem amor por Sua glória e ódio ao pecado. Paulo diz: a evidência da genuidade da nossa fé é o facto de que retemos a Palavra _ de que perseveramos. De modo semelhante, Paulo diz em Colossenses 1:21-23:

 

"A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis,
Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro."

 

E, outra vez, em Timóteo 2:11-12: “Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele; se perseverarmos, também com ele reinaremos”.

Nestas palavras, Paulo está a seguir o ensino de Jesus. Jesus disse: “Aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo” (Marcos 13:13). E, depois da sua ressurreição, Jesus disse às sete igrejas de Apocalipse: “Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida” (Apocalipse 2:10, cf. 2:17; 25-26; 3:5, 1-12,21). Isto é o que pretendemos dizer quando falamos em necessidade de perseverança _ a afirmação de que temos de perseverar.

 

Do livro: 5 Pontos

John Piper

Continua:

Talvez o Texto mais importante: Romanos 8.28-33 - 2ª parte

Agora, observe a implicação disto no significado de conhecer de antemão, no versículo 29. Quando Paulo disse: “aos que de antemão conheceu, também os predestinou” (v. 29), as suas palavras não podem significar (como muitos tentam fazer crer) que Deus conheceu de antemão aqueles que usariam o seu livre arbítrio para virem à fé, para que Ele os predestinasse para a filiação, porque fizeram por si mesmos essa livre escolha. Esse não é o significado da afirmação de Paulo, porque acabámos de ver, com base no versículo 30, que a causa decisiva da fé nos justificados não é a vontade humana caída e sim o soberano chamado de Deus.

 

Deus não conheceu de antemão aqueles que vêm à fé, sem a Sua obra de criar a fé, porque tais pessoas não existem. Todo aquele que crê foi “chamado” à fé pela graça soberana de Deus. Quando Deus olhou desde a eternidade para o futuro e viu a fé dos eleitos, Ele viu a Sua própria obra. E escolheu fazer incondicionalmente essa obra por pecadores mortos, cegos e rebeldes. Pois não éramos capazes de satisfazer a condição de fé. Somos espiritualmente mortos e cegos.

 

Portanto, o conhecer de antemão mencionado em Romanos 8.29 não é o mero conhecimento de algo que acontecerá no futuro, sem a predeterminação de Deus. Antes, é o tipo de conhecimento referido em textos do Antigo Testamento como Génesis 18.19: “Porque eu o [Abraão] escolhi [literalmente, conheci] para que ordene a seus filhos… a fim de que guardem o caminho do SENHOR”, Jeremias 1.5: “Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações”, e Amós 3.2: ”De todas as famílias da terra, somente a vós outros [Israel] vos escolhi [conheci]”. Num sentido, Deus conhece todas as famílias da terra. Mas o significado aqui é: somente vós, ó Israel, eu escolhi para mim mesmo.

 

Como disse C. E. B. Cranfield, o conhecer de antemão em Romanos 8.29 é a “graça electiva de Deus tomando conhecimento especial de uma pessoa”. Esse conhecer de antemão é quase o mesmo que eleição: “Porquanto aos que de antemão conheceu (isto é, escolheu), também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho”.

Logo, o que este magnificente texto (Romanos 8.28-33) ensina é que Deus realiza a redenção completa do seu povo, desde o começo até ao fim. Ele conhece de antemão (ou seja, elege) um povo para si mesmo, antes da fundação do mundo, predestina este povo para ser conformado à imagem do Seu Filho, chama-os para Si mesmo pela fé, justifica-os somente pela fé e, finalmente, glorifica-os. E  nada pode separá-los do amor de Deus em Cristo, para sempre e sempre (Romanos 8:39). A Ele seja todo o louvor e a glória!

 

Se você é um crente em Cristo, é amado por Deus desde toda a eternidade. Ele colocou Seu favor sobre si antes da criação do mundo. Ele escolheu-o quando o viu em sua condição desesperadora. Ele escolheu-o incondicionalmente par Si mesmo. Não podemos vangloriar-nos da nossa eleição. Isso seria um profunda incompreensão do significado da incondicionalidade. Quando não tínhamos nada, de maneira alguma, a recomendar-nos a Deus, Ele colocou espontaneamente o Seu favor sobre nós.

 

Aconteceu connosco o mesmo que aconteceu na eleição de Israel: “Não vos teve o SENHOR afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o SENHOR vos amava” (Deuteronómio 7.7-8). Leia com atenção: Ele ama-o porque o ama. Ele resolveu fazer isso na eternidade. E, porque o Seu amor por você nunca teve um começo, não pode ter fim. O que temos vindo a compartilhar, é apenas a maneira como Deus realiza este amor eterno na história, para salvar o Seu povo e trazer-nos ao gozo eterno d'Ele mesmo. Que Deus o conduza à experiência cada vez mais profunda desta graça soberana e maravilhosa.

 

Do livro: 5 Pontos

John Piper

Próximo post: Perseverança dos Santos

 

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