Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Entenda a Palavra de Deus

Entenda a Palavra de Deus

SERMÃO DO MONTE _ Mateus 5:23-28

Versículos 23-24 _ Relações rompidas podem dificultar o nosso relacionamento com Deus. Se tivermos uma mágoa ou uma queixa contra um amigo, devemos solucionar o problema o mais breve possível. Aqueles que reivindicam amar a Deus, odiando os outros, são hipócritas. Nossas atitudes em relação ao próximo refletem o nosso relacionamento com Deus. "Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão." 1 João 4:20-21

 

Versículos 25-26 _ Na época de Jesus, uma pessoa que não pudesse pagar sua dívida era lançada na prisão até que o pagamento fosse efectuado. A menos que alguém pagasse a dívida por ela, provavelmente morreria ali. É um conselho prático para solucionarmos as diferenças com os nossos inimigos, antes que a ira deles venha a causar-nos maiores dificuldades "Não te precipites em litigar, para que depois, ao fim, fiques sem ação, quando teu próximo te puser em apuros. Pleiteia a tua causa com o teu próximo, e não reveles o segredo a outrem, Para que não te desonre o que o ouvir, e a tua infâmia não se aparte de ti." Provérbios 25:8-10

Você pode não entrar numa discordância que o leve aos tribunais, mas até os pequenos conflitos podem ser mais facilmente resolvidos se as pazes forem feitas logo. Num sentido mais amplo, esses versículos aconselham-nos  a agir rapidamente, procurando ter a paz com os nossos semelhantes, antes que sejamos obrigados a apresentar-nos perante Deus.  

 

Versículos 27-28 _ No Antigo Testamento, a lei assegura que é errado ter relkações sexuais com alguém que não seja o cônjuge "Não adulterarás." Êxodo 20:14 Mas Jesus disse que o desejo de ter relações sexuais com outro, que não seja o cônjuge, é considerado adultério por Deus, portanto, é pecado. Jesus enfatizou que se o acto de adulterar é errado, a intenção também o é. Ser fiel ao cônjuge com o corpo, mas não com o pensamento, é quebrar a confiança que é tão vital para um casamento forte. Jesus não condenou o natural interesse pelo sexo oposto ou mesmo o desejo sexual saudável, e sim tornar a mente, deliberada e repetidamente, repleta de fantasias malignas, que poderiam vir a ser colocadas em prática.

Alguns podem cogitar: se os pensamentos luxuriosos já constituem pecado, porque é que a pessoa não deve ir em frente e transformar as fantasias em realidade?

Colocar em prática os desejos pecaminosos é uma atitude prejudicial por vários motivos:

1 - Faz com que as duas pessoas procurem desculpas para os seus pecados, em vez de pararem de pecar.

2 - Destrói os casamentos.

3 - É uma rebelião deliberada contra a Palavra de Deus.

4 - Sempre magoa outra pessoa além do pecador.

As acções pecaminosas são mais perigosas do que os desejos pecaminosos, por isso estes, não devem ser colocados em prática. Mas tais desejos pecaminosos também são prejudiciais à obediência a Deus . Se não forem reprimidos, resultarão em atitudes erradas, desviarão as pessoas de Deus.

 

SERMÃO DO MONTE _ Mateus 5:19-22

Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.
Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.
Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo.
Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno." - Mateus 5:19-22

 

Versículo 19 _ Alguns fariseus entre a multidão eram peritos em dizer aos outros o que fazer, porém, eles mesmos perderam a essência da lei. Jesus deixou bem claro, porém, que obedecer às leis divinas é mais importante do que explicá-las. É muito mais fácil estudar as leis de deus e dizer aos outros que as sigam do que colocá-las em prática na nossa própria vida. Como estamos em elação à obediência a Deus?

 

Versículo 20 _ Os fariseus era rigorosos e metódicos em suas tentativas de seguir a lei. Então, como Jesus poderia querer de nós uma obediência maior do que a deles? A fraqueza dos fariseus era o sentimento de satisfação por obedecer às leis, sem permitir que Deus lhes transformasse o coração. Por isso, Jesus afirmou que a qualidade da nossa obediência e justiça devia superar a dos fariseus. Eles pareciam piedosos, mas estavam longe do Reino dos céus.

Deus julga  as nossas intenções tanto quanto as nossas acções, porque a verdadeira fidelidade está no coração. Preocupe-se com as atitudes que as pessoas não vêem com a mesma intensidade com que se preocupa  com as que são vistas por todos.  

Jesus afirmou que os seus seguidores precisavam de um tipo completamente diferente de obediência: aquela motivada por amor a Deus, e não apenas uma versão mais severa da obediência praticada pelos fariseus, um mero cumprimento da lei. Nossa obediência a Deus deve:

1) _ Ser resultado da obra que Deus faz em nós, e não daquilo que podemos fazer sozinhos.

2) _ Estar centrada em Deus; não ser egocêntrica.

3) _ Estar baseada na reverência a Deus, e não na aprovação das outras pessoas.

4) _ Ir além de simplesmente guardar a lei; é necessário viver os princípios que constituem a lei.

 

Versículos 21-22 _ Quando Jesus disse: "Eu, porém, vos digo...", não estava a anular o mandamento ou a acrescentar-lhe algo, antes, estava a oferecer uma compreensão mais completa da razão pela qual Deus o estabelecera.

Moisés disse: "Não matarás" (Exôdo 20:13), Jesus ensinou que não devemos sequer irar-nos a ponto de odiar alguém, pois já teríamos cometido o assassinato em nosso coração. Os fariseus conheciam o mandamento e, não tendo literalmente matado uma pessoa, sentiam que o obedeciam. Contudo, estavam tão irados com Jesus, que logo conspiraram e planearam a morte d'Ele, embora delegassem a outros o trabalho de Lhe tirar a vida.

Deixamos de identificar o intento da Palavra de Deus, quando a reduzimos a regras de conduta, sem procurar entender a razão pela qual Ele estabeleceu os mandamentos. Porque guardar apenas as regras, fechando os nossos olhos para o intento de Deus ao criá-las?

Matar é um pecado terrível, mas a ira também é, porque viola outro mandamento de Deus: "Amar o próximo!" A ira, neste caso refere-se a uma fervorosa e remoída amargura contra alguém. É uma emoção perigosa que sempre ameaça tornar-se algo fora de controle, levando à violência, à mágoa, ao aumento da tensão mental e ao dano espiritual. A ira impede que desenvolvamos um espírito agradável a Deus.

Você já se sentiu orgulhoso por não ter atacado violentamente alguém e dito o que realmente tinha em mente? O autocontrole é bom, mas Cristo também deseja que controlemos os nossos pensamentos. Jesus disse que somos responsáveis por todos os nossos pensamentos, nossas palavras e atitudes. 

 

 

 

 

 

SERMÃO DO MONTE - Mateus 5:13-20

"Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;
Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.
Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.
Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir." - Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido.
Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.
Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus." -
 Mateus 5:13-20

 

Versículo 13 - Se um tempero não tiver sabor, não fará diferença. Se os cristãos não fizerem um esforço para influenciar o mundo ao seu redor, serão de pouco valor para Deus. Se formos semelhantes ao mundo, não teremos importância. Os valores cristãos não devem ser misturados com os mundanos, a fim de que influenciemos as outras pessoas positivamente, da mesma maneira que o tempero na comida ressalta o melhor sabor.

 

Versículos 14-16 - Será possível esconder uma cidade no topo de uma montanha? Não, de noite, sua luz pode ser vista a quilómetros de distância.

Se vivemos para Cristo, brilharemos como luzes e mostraremos aos outros como Cristo realmente é. Esconderemos nossa luz se:

1) Ficarmos calados, quando devemos falar.

2) Se nos juntramos à multidão.

3) Se negarmos a Luz.

4) Se deixarmos que o pecado escureça a luz que há em nós.

5) Se não explicarmos aos outros sobre a origem da nossa luz e alegria.

6) Se ignorarmos as necessidades dos outros.

Seja um farol da verdade, não oculte a luz de Cristo ao restante do mundo!

 

Versículo 17 - As leis morais e cerimoniais de Deus foram dadas para ajudar as pessoas a amar a Deus com todo o coração e entendimento. Ao longo da história de Israel, porém, essas leis foram frequentemente citadas erróneamente e mal empregadas. Na época de Jesus, os líderes religiosos haviam transformado as leis num conjunto confuso de regras.

Quando Jesus expôs o seu entendimento acerca das Lei de Deus, na verdade, estava reconduzindo as pessoas ao propósito original para o qual a lei fora criada. Jesus não criticou a lei, mas sim os abusos e os excessos a que os homens a sujeitaram "Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo." -  João 1:17.

 

Versículos 17-20 - Se Jesus não veio abolir a lei, todas as leis do AT ainda se aplicam  a nós hoje? É preciso lembrar que havia três categorias de leis: a cerimonial, a civil e a moral.

1) A lei cerimonial diz respeito especificamente à adoração por parte de Israel (ver Levítico 1:2-3). Seu propósito primário era apontar adiante, para Cristo, portanto, não seria mais necessária depois da morte e ressurreição de Jesus. Mesmo não estando mais ligados à lei cerimonial, os princípios que constituem a base da adoração _ amar e adorar ao Deus Santo _ ainda se aplicam. Jesus foi frequentemente acusado pelos fariseus de violar a lei cerimonial.

2) A lei civil aplicava-se à vida cotidiana em Israel (ver Deuteronómio 24:10-11). Pelo facto de a sociedade e a cultura modernas serem tão radicalmente diferentes das daquele tempo, esse código como um todo não pode ser seguido. Mas os princípios éticos contidos nos mandamentos são atemporais, e devem guiar nossa conduta. Jesus demonstrou estes princípios por meio da sua vida exemplar.

3) A lei moral (como os Dez Mandamentos) é a ordem directa de Deus, exige uma obediência total (ver Êxodo 20:13), pois revela sua natureza a vontade. Assim, ainda é aplicável em nossos dias. Jesus obedeceu completamente à lei moral.

 

 

ENSINO E APRENDIZADO

O bom ensino vem de um bom apredizado. E no livro de Provérbios há ensinamentos para os estudantes e para os professores. A sabedotia é o tema principal. Fica claro que há alternativas que não são boas para viver uma vida recta. Podemos ser sábios, se dermos ouvidos à Palavra de Deus; ou tolos e fracassados, se nos recusarmos a aprender. Provérbios encoraja-nos a fazer a escolha certa.

 

Sábios _ Aceitam a instrução e a crítica com tranquilidade.

Tolos _ Ignoram a instrução e as críticas.

Provébios 10:8; 23:12; 25:12

 

Sábios _ Amam a disciplina e ouvem os conselhos.

Tolos _ Odeiam a correcção e pensam que não precisam de conselhos.

Provérbios: 12:1; 12:15; 21:11; 24:6

 

Sábios _ Aceitam a disciplina dos pais, conduzem outros à vida e recebem honra.

Tolos _ Zombam dos pais, desviam os outros e terminam na pobreza e envergonhados.

Provérbios: 13:1; 10:17; 13:18

 

Sábios  _ Aprendem com a repreensão construtiva.

Tolos _ Destroem-se a si mesmos ao rejeitarem a repreensão.

Provérbios 15:31-32; 29:1

 

Professores:

Ajudem as pessoas a escaparem de armadilhas (13:14), usem palavras agradáveis (16:21) e falem na hora certa (15:23; 18:20)

 

 

O SERMÃO DO MONTE - Mateus 5:3-12

"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós." - Mateus 5:3-12

 

Há pelo menos quatro considerações sobre as bem-aventuranças.

1) São um código de ética para os discípulos e um padrão de conduta para todos os cristãos.

2) Contrastam os valores do Reino, que é eterno, com os terrenos que são temporários.

3) Contrastam a fé superficial dos fariseus com a fé real que Cristo exige.

4) Demonstram que as expectativas do AntigoTestamento se cumprirão no novo Reino.

As bem-aventuranças não nos permitem escolher as que nos agradam e desprezar as demais; devem ser consideradas como um todo, pois relacionam o que nós enfrentamos e como devemos agir como seguidores de Cristo.

 

Cada bem-aventurança diz respeito a uma benção de Deus. Bem-aventurança significa mais do que ter alegrias, implica o estado afortunado daqueles que fazem parte do Reino de Deus.

As bem-aventuranças não prometem riso, prazer ou prosperidade terrenas. Para Deus, bem-aventurado é aquele que tem uma experiência de esperança e alegria, independentemente das circunstâncias exteriores. Para encontrar essa forma mais profunda de felicidade, siga Jesus a despeito do preço a pagar.

Com o anúncio de Jesus de que o Reino estava próximo (4:17), as pessoas naturalmente se perguntaram: "Qual a qualificação para entrar no Reino de Deus?" Jesus disse que a organização do Reino Celestial é diferente dos reinos terrenos, pois naquele riqueza, poder e autoridade não são importantes. Assim os súditos do Reino dos céus agem e buscam bençãos e benefícios diferentes.

 

PARA REFLECTIR: Suas atitudes são cheias de egoísmo, orgulho e cobiça pelo poder que há no mundo, ou refletem a humildade e a abnegação de Jesus, o seu Rei?

 

Jesus disse para nos regozijarmos quando formos perseguidos por causa da nossa fé. A perseguição pode ser boa porque:

1) Tira os nossos olhos das recompensas terrenas.

2) Remove as crenças superficiais.

3) Fortalece a fé daqueles que a suportam.

4) Nossa atitude diante dela serve como exemplo para os outros.

Podemos ser confortados, sabendo que os maiores profetas de Deus foram perseguidos (Elias, Jeremias e Daniel). O facto de estarmos a ser perseguidos prova que temos sido fiéis; as pessoas infiéis passam despercebidas. No futuro, Deus recompensará os que usaram de fidelidade, ao recebê-los em seu Reino eterno, onde não haverá mais perseguição.

 

Bíblia de Estudo e Aplicação Pessoal

 

 

Sermão do Monte - Mateus 5:1-5

"E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:" - Mateus 5:1-2

 

A mensagem nos capítulos 5 a 7 de Mateus é chamada de Sermão da Montanha ou do Monte, porque Jesus pronunciou-a num monte nas proximidades de Cafarnaum. Este sermão provavelmente foi proferido em vários dias de pregação. Nele, Jesus revelou o seu pensamento em relação à lei. Demonstrou que posição social, autoridade e dinheiro não são importantes no Seu Reino, o que importa é a fiel obediência a Deus.

O Sermão do Monte desafiou os líderes religiosos daquela época, orgulhosos e legalistas. O sermão chamou-os de volta às mensagens dos profetas do Antigo Testamento, que, como Jesus, ensinaram que a obediência sincera a Deus é mais importante do que a aplicação leviana da lei.

Grandes multidões seguiram Jesus. Ele era o principal assunto da cidade; todos queriam vê-Lo. Os discípulos, companheiros mais íntimos deste Homem popular, certamente foram tentados a sentirem-se mais importantes, orgulhosos e possessivos. Estar com Jesus não apenas lhes garantia prestígio, mas também poderia constituir-se numa oportunidade para receber dinheiro e poder.

As multidões reuniam-se mais uma vez. Porém, antes de se dirigir a tão grande número de ouvintes, Jesus chamou seus discípulos à parte e advertiu-os sobre as tentações que enfrentariam como companheiros d'Ele. Disse-lhes que não esperassem fama e fortuna, mas pranto, fome e perseguição. No entanto, Jesus garantiu aos seus discípulos que seriam recompensados, mas talvez não nesta vida.

Pode haver ocasiões em que seguir a Jesus traga grande popularidade. Aqueles que não viverem de acordo com as palavras de Jesus neste sermão poderão, para sua própria desgraça, usar a mensagem de Deus somente para promover os seus interesses pessoais.

 

"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;" - Mateus 5:3-5

 

Jesus começou o Seu sermão com palavras que parecem contradizer-se. Mas o modo de vida de Deus normalmente contradiz o do mundo. Se você deseja viver para Deus, deve estar pronto para dizer e fazer o que parece estranho para o mundo. Deve estar disposto a dar quando os outros roubam, amar quando os outros odeiam, ajudar quando os outros abusam. Tem que estar disposto a abrir mão dos seus direitos e benefícios a fim de servir os outros; um dia receberá tudo o que Deus tem reservado para si.

 

Adaptado de: Bíblia de Estudo e Aplicação Pessoal

 

RECONCILIADOS versus TRANSFORMADOS

Não basta que sejamos justificados diante de Deus e sejamos reconciliados com Ele. Precisamos também ser transformados. Por isso lemos em Gálatas:

"Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros. Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. se um ao outro, para que não façais o que quereis. - Gálatas 5:13-18

 

Em seguida, Paulo distingue para nós quais são as obras da natureza pecaminosa e os frutos do Espírito. A obras da natureza pecaminosa são listadas em primeiro lugar:

"Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias," - Gálatas 5:19-21

 

Em contraste com as obras na natureza pecaminosa está o fruto do Espírito. Afinal de contas, Deus é o Deus que não apenas reúne o seu povo numa comunidade, mas também o transforma.  Num antigo hino cristão, nós cantamos: "Ele rompe o poder do pecado e liberta o prisioneiro". Ou seja, Deus anula o pecado por meio do que Cristo fez na cruz, mas também derrama o Seu Espírito e capacita os crentes a viverem de maneira diferente: "Ele rompe o poder do pecado". Por isso, lemos:

"Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito. Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros." - Gálatas 5:22-26

 

 

Em outras palavras, Cristo, por meio do Seu Espírito, começa de tal modo a obra de transformação no coração e na vida de seus seguidores, que duas coisas resultam daí:

1 - Recebemos o incentivo para andar "no Espírito", seguir uma conduta e ter atitudes que se harmonizam com o Espírito de Deus; por outro lado:

2 -Temos pouquíssimas razões para acreditar que seja realmente um cristão, aquele em quem a transformação não é evidente de maneira alguma.

 

D. A. Carson

O Deus Presente

 

O Deus que reúne e transforma o Seu povo

"Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós, Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo" - Efésios 4:31-32

Assim, somos levados de volta à cruz.
O cristianismo bíblico não vem acompanhado de uma porção de regras pré-formuladas, como se elas fossem a essência do cristianismo.
É verdade que os versículos acima nos falam de coisas que devemos e que não devemos fazer, como por exemplo: "falar a verdade e livrar-nos de toda a amargura e da malícia". Há uma estrutura moral nesta passagem.
No entanto, a motivação fundamental do cristianismo, não é a adopção de novas regras. Pelo contrário, somos exortados: "sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo."
O Espírito de Deus transforma-nos porque nos leva de volta à cruz, para que toda a nossa moralidade seja, antes e acima de tudo, uma função de gratidão a Deus pelo que Cristo já fez. Vendo o quanto Deus já nos perdoou por meio daquilo que Cristo fez na cruz, como podemos nutrir amargura para com os outros? Olhando para o que ainda está reservado para o futuro, que já recebemos em parte, pelo penhor do Espírito, que fortalece a nossa resolução moral e nos dá vislumbres de um novo céu e uma nova terra, como podemos ficar presos nos dolorosos, agonizantes e limitados interesses de um mundo que passará?
Estamos destinados à eternidade com o Deus Todo-Poderoso! Isso muda tudo.
Quando há um deslize moral na igreja ou no mundo, precisamos, acima de tudo, ter um entendimento exacto, denso e rico do evangelho, pois ele transforma-nos. O Espírito Santo, que Jesus enviou, capacita-nos a viver de maneira diferente da que vivíamos antes. Todo aquele que tem em si mesmo esta vida, não vive da maneira que costumava viver. Como o vento misterioso cujos efeitos podemos ver, mas cujo mecanismo é frequentemente obscuro, podemos não entender as operações do Espírito, mas vemos os resultados. Isso aplica-se a todos os que são nascidos de Deus. Por isso lemos:
"Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave." - Efésios 5:1-2

D. A. Carson
O Deus Presente

 

Pág. 1/3