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Entenda a Palavra de Deus

Entenda a Palavra de Deus

OS FALSOS PROFETAS TÊM UM JESUS PRÓPRIO!

Hoje, há muitos profetas e falsos mestres na televisão, e é da nossa responsabilidade distinguir o falso do meio-verdadeiro.
Não somos infalíveis e, em alguns casos teremos de admitir não ter informação suficiente para fazer um julgamento bíblico. Contudo, em virtude de Jesus nos ter advertido sobre a proliferação de falsos mestres e porque alguns estão notóriamente em desacordo com o ensino bíblico, temos de perguntar:
_ Que critérios usar para julgar?
Suponha que estamos assistindo a um evangelista ou operador de milagres pela televisão. Que critérios devemos usar para determinar se eles são autênticos, líderes espirituais a serem seguidos e apoiados?
Vamos abrir as nossas Bíblias em 2 Coríntios 11, para examinarmos as declarações que Paulo faz dos falsos mestres. Esse exame servirá de guia para discernirmos o verdadeiro do falso; ou discernir as verdades das meias-verdades que ouvimos com frequência. Paulo escreve: "Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes ..." (2 Co 11:4). Quem era este Jesus a quem os "superapóstolos" pregavam?
TAL COMO OS NOVOS JUDAIZANTES dos nossos dias, eles criam que Jesus morreu na cruz, mas que Sua obra não era o bastante; o indivíduo tinha de se tornar judeu e acrescentar as obras da lei ao que Jesus fizera. E, se ele se tornasse judeu, o cristianismo realmente daria certo; só assim o indivíduo poderia compreender as mais profundas revelações de Deus. Eles não negavam o ensino de Paulo; apenas faziam acréscimos à sua mensagem.
Scott Hafeman, que estudou 2 Coríntios em detalhes, afirma que os mestres ensinavam que, considerando que Jesus sofreu, não temos de sofrer. (Onde é que já ouvi isto?)
Em vez de verem Jesus como modelo de sofrimento, eles acreditavam que Jesus sofreu em nosso lugar e, assim, nos isentou de toda a angústia. Redenção, para eles, significava entrar na plenitude das bênçãos terrenas que Jesus comprou para nós na cruz. Os falsos mestres ensinavam que as bênçãos do céu podiam ser nossas aqui e agora. Eles ensinavam: se desejamos desfrutar de vida e prosperidade, precisamos de duas coisas. Primeiro, de saúde, visto que é impossível viver, padecendo de enfermidades físicas o tempo todo. Segundo, precisamos de riqueza, de forma que nossas necessidades e desejos sejam satisfeitos se interrupção.
O Jesus dos falsos profetas sofreu não tanto para nos resgatar de nossos pecados, mas para nos comprar as bênçãos do céu agora. Bastava ao indivíduo dar um passo no sentido de se tornar judeu e todas as bençãos do Espírito Santo seriam experimentadas. Ao contrário, Paulo diz que todo o ensino que adiciona algo à cruz prega "OUTRO JESUS".
 
Texto adaptado e baseado no livro:
Quem É Você para Julgar?
Erwin W. Lutzer

QUAL JESUS?

"Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não tenhamos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes..." (2 Coríntios 11:4)
Todas as religiões pseudo-cristãs afirmam crer, seguir e amar "Jesus". 
Quando perguntamos às pessoas se conhecem Jesus Cristo elas imediatamente respondem: "Claro! Só há um Jesus, não é? Todos nós cremos em Jesus."
NÃO, não é!! A verdade é que, no mundo, há muitos "Jesus".
O Movimento Nova Era crê no Jesus Cósmico que habita em todas as pessoas. Há o Jesus "Pai Natal" de alguns pregadores, que dá bençãos a todos sem discriminação, independentemente da religião ou estilo de vida que a pessoa tenha. Há um Jesus que dá muitos presentes e bençãos; é o Jesus da prosperidade, o Jesus que cura, o Jesus que ama a todos da mesma maneira e nunca enviará alguém para o inferno. Alan Kardec, criou um Jesus para os espíritas; um médium muito evoluído, o "Mestre" que veio ensinar uma nova moral, mas que nunca ressuscitou corporalmente nem pode salvar. Joseph Smit inventou o Jesus Mórmon; irmão de Lúcifer, nascido de uma relação sexual entre Deus e a Virgem Maria. Russel, criador das falsas Testemunhas de Jeová, ensina que Jesus Cristo é o Arcanjo Miguel. E, os novos judaizantes, pregam Yeshua (Jesus), o Messias que não é Deus, e que não responde àqueles que não disserem o seu nome em Hebraico.
Todos esses falsos profetas falam incessantemente sobre Jesus. Oram em nome de Jesus; fazem milagres em nome de Jesus. Pregam um Jesus que dá benefícios sem que a pessoa tenha que se arrepender; um Jesus que abençoa todos, pouco importa no que creiam. Pregam um Jesus que não nos chama a sofrer "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me." (Lucas 9:23), mas sim um Jesus que está sempre "a postos em nosso favor", pronto para dar as bênçãos que negarão qualquer sofrimento que apareça no nosso caminho. Esse Jesus dar-lhe-á dinheiro, resolverá todos os seus problemas e fará praticamente todos os milagres que você pedir. Eis um Jesus sensual; um Jesus de entretenimento.
O que os falsos profetas nunca enfatizam é o Jesus que morreu na cruz para nos reconciliar com Deus, aqu’Ele que voltará para julgar todos os que não obedecem ao evangelho "Ante a face do SENHOR, porque vem, porque vem a julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos com a sua verdade." (Salmos 96:13). O que torna tais profetas tão insidiosos, diz Paulo, é que eles têm "um espírito diferente"; quer dizer, são controlados por um espírito de natureza estranha. Na maioria dos casos, um demónio oculta-se por trás do ensino, porque eles usam o carisma a fim de parecer que exaltam a Jesus, porém seus ensinos são enganosos. Temos que entender que o Jesus que DESEJAMOS não é necessáriamente o Jesus de que PRECISAMOS.
O falso Jesus dos dias de Paulo não estava pelas esquinas, nem era criação de algum culto estranho. Era um Jesus que era proclamado, que era evidentemente pregado na igreja. Este Jesus era tão parecido com o verdadeiro Jesus, que Paulo temia que as pessoas não conseguissem ver a diferença. Para evitarmos e detectarmos estes falsos "Jesus", sempre que assistimos ou ouvimos pastores, evangelistas ou profetas, perguntemos:
_ A pregação da cruz é central para este ministério?
_ Há ênfase na necessidade de arrependimento, santidade e submissão a Deus?
_ Eles pregam um Jesus que nos convida a sofrer, com a promessa de que estará connosco ao longo do sofrimento?
_ Ou apresentam um Jesus cuja função primária é satisfazer todos os nossos desejos carnais?
Ás vezes, não haverá respostas simples a estas perguntas. Há mestres que se referem ao evangelho de vez em quando; ou, em certos casos, pregam a mensagem da cruz e de prosperidade terrena como se as duas pudessem coexistir. Em outros, temos de distinguir o verdadeiro do que é meio-verdadeiro e reter o julgamento pessoal. Outras vezes os evangelistas do "outro Jesus" são fáceis de identificar.
 
Texto adaptado e baseado no livro:
Quem É Você para Julgar?
Erwin W. Lutzer

OS FALSOS PROFETAS TÊM "OUTRO EVANGELHO"!

Se alguém tem outro Jesus, tem outro evangelho.

"Se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ... ou OUTRO EVANGELHO que não abraçastes" (2 Coríntios 11:4).

O evangelho dos "superapóstolos" no tempo de Paulo era o da prosperidade (até parecem os dias de hoje!!!). E, para "juntar a fome com a vontade de comer", não pregavam sem cobrar!? Eles argumentavam que, se Paulo fosse realmente um grande homem, não pregaria sem receber. O apóstolo teve de defender o fato de que veio e pregou o evangelho sem custos. Para isso Paulo escreveu: "Pequei porventura , humilhando-me a mim mesmo, para que vós fôsseis exaltados, porque de graça vos anunciei o evangelho de Deus? Outras igrejas despojei eu para vos servir, recebendo delas salário; e, quando estava presente convosco e tinha necessidade, a ninguém fui pesado" (2 Coríntios 11:7-8).

Paulo disse que não queria ser um peso para a congregação, por isso usou o dinheiro que recebera de outras igrejas para se sustentar e, é claro, trabalhou com as próprias mãos. Talvez o procedimento de Paulo tivesse sido apreciado pelas pessoas, mas os falsos mestres usaram-no contra o apóstolo, argumentando que ele não cobrou dinheiro porque não era tão bom pregador como eles.

Hoje, os superapóstolos enfatizam que as pessoas devem enviar-lhes dinheiro para que obtenham benefícios de Deus.

Quanto mais $$$$ as pessoas enviarem, quanto mais generosas forem, mais Deus abrirá as janelas do céu para lhes dar: "Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, ..." (Lucas 6:38). Além de ignorarem o contexto destas palavras de Jesus Cristo, eles escondem a sua ganância com a desculpa de darem aos seus seguidores a oportunidade de serem abençoados por Deus. Na verdade, a mensagem que transmitem é esta: "Já viu quanta sorte você tem por me enviar dinheiro?"

Porque é que este evangelho podre encontrou tamanha e tão pronta aceitação no coração de milhões de pessoas?

Em primeiro lugar, porque, tal como os profetas de Israel, os pregadores dos dias atuais acharam uma mensagem que o povo quer ouvir. Não há necessidade de falar sobre os aspectos difíceis da vida cristã; não é preciso que cada um tome a sua cruz ou suporte o sofrimento. Não é necessário afastar-se do pecado ou escolher viver sem os confortos da vida.

Claro que estes apóstolos citam a Bíblia, afirmando crêr nela "de capa a capa". No entanto, omitem as passagens que não se ajustam ao que pensam. Erwin W. Lutzer ouviu um falso profeta dizer: "Esse negócio de Jesus morrer por nós... não estou interessado no que Jesus fez há dois mil anos; estou interessado nas bençãos que Ele me dá hoje". Na mente daquele homem, o nosso problema não é o pecado, mas a ignorância; só não sabemos como ter acesso a Deus e tomar posse da nossa herança.

Uma segunda razão para esta ampla aceitação do evangelho da prosperidade é o seu apelo à ganância. Pedro descreve os pregadores dos seus dias: "Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. Há muito tempo a sua condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda" (2 Pedro 2:3, NVI; grifos do autor). Um certo pregador televisivo declarou que alguns daqueles que lhe enviaram dinheiro receberam cartas da sociedade de crédito imobiliário, dizendo que o empréstimo foram totalmente pago! Histórias que inventaram!

A Igreja Primitiva  apresentou-nos uma das maneiras para reconhecermos um falso profeta: se este homem, ao chegar à igreja, aproveitava a oportunidade para pedir dinheiro, poderíamos identificá-lo como tal. Como aprendemos, Paulo disse que tinha o direito de pedir dinheiro (2 Co 9), mas recusou, para não lhes ser uma pedra de tropeço.O apóstolo foi um pouco irónico; disse que era ladrão, que roubou outras igrejas para não ter que os roubar. Em contraste, os superapóstolos usavam a riqueza da igreja como prova da bênção de Deus.

Um dos mais famosos "profetas" ou "evangelista" da atualidade afirmou: "brevemente os mortos serão ressuscitados nas minhas cruzadas".

A verdade é que, se o evangelista não prega a "Jesus Cristo e este crucificado" (1 Co 2:2), se a cruz não é o centro do seu ministério e se ele faz promessas aos seus seguidores que Deus não fez, concordo com Jim Cymbala, que declarou que não seguiria tal indivíduo, ainda que ele ressuscitasse os mortos!

Sem compreenderem a cruz, sem ensinarem que só podemos ser salvos pelo sacrifício de Cristo, é de muito pouca importância que as predições dos pregadores se cumpram ou não.

Resumindo: SABEMOS QUE O PREGADOR É DE DEUS, NÃO PORQUE ELE PREVÊ O FUTURO, NEM PORQUE FAZ MILAGRES, MAS PORQUE ELE PREGA A "JESUS E ESTE CRUCIFICADO". TODA A VARIAÇÃO DISSO É "OUTRO EVANGELHO".