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Entenda a Palavra de Deus

Entenda a Palavra de Deus

Mateus 10:27-30

27 O que vos digo às escuras, dizei-o às claras; e o que escutais ao ouvido, dos eirados pregai-o.

28 E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.

29 Não se vendem dois passarinhos por um asse? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai.

30 E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados.

 

10.28 INFERNO

A palavra traduzida "inferno" (gr. gehenna) nesta passagem refere-se a um lugar de tormento eterno e de fogo inextinguível, reservado aos ímpios (cf. Mc 9:43-48).

A Bíblia ensina que a existência do homem não termina com a morte, mas que continua para sempre na presença de Deus, ou num lugar de tormento. A respeito do estado dos perdidos, na outra vida, devemos notar os seguintes factos:

1) Jesus ensinou que há um lugar de castigo eterno para aqueles que são condenados por rejeitarem a salvação (Mt 5:22, 29, 30; 10:28; 18:9; 23:15, 33; Mc 9:43, 45, 47; Lc 10:16; 12:5; 2 Ts 1:8-9). Trata-se da terrível realidade do inferno, como um lugar onde "o fogo nunca se apaga" (Mc 9:43); O fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25:41); um lugar de "pranto e ranger de dentes" (Mt 13:42, 50); um lugar onde os perdidos ficarão aprisionados nas trevas (Mt 22:13), e um lugar de tormento e angústia e de separação do céu (Lc 16:23).

2) O ensino nas epístolas é do mesmo teor. Fala de um julgamento vindouro da parte de Deus. Do seu juízo sobre os que desobedecem ao Evangelho (2 Ts 1:5-9). Fala de uma separação da presença e da glória do Senhor (2 Ts 1:9), e da destruição dos inimigos de Deus (Fp 3:18-19; ver também Rm 9:22; 1 Co 16:22; Gl 1:9; Hb 10:27; Jd 7:2; 2 Pe 2:4; Ap 14:10; 19:20; 20:10, 14).

3) A Bíblia ensina que é inevitável o castigo dos malfeitores. O facto predominante é a condenação, o sofrimento e a separação de Deus, eternamente. O cristão sabe que essa doutrina não é agradável, nem de fácil entendimento. Mesmo assim, ele deve submeter-se à autoridade da Palavra de Deus e confiar na decisão e na justiça divinas.

4) Devemos sempre ter em mente que Deus enviou seu Filho para morrer por nós, para que ninguém pereça (João 3:16). É intenção e desejo de Deus que ninguém vá para o inferno. Quem for para o inferno, é porque rejeitou a salvação provida por Deus (Romanos 1:16 _ 2:10). O facto e a realidade do inferno devem levar todo o povo de Deus a aborrecer e repelir o pecado com toda a veemência; a buscar continuamente a salvação dos perdidos, e a advertir todos os homens a respeito do futuro e justo juízo de Deus.

 

 

Mateus 7:15-20

15 Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.

16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?

17 Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus.

18 Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons.

19 Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo.

20 Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.

 

7.15 ACAUTELAI-VOS... DOS FALSOS PROFETAS

7:16 POR SEUS FRUTOS OS CONHECEREIS

Os falsos mestres exteriormente parecem justos, mas "interiormente, são lobos devoradores" (v. 15). Eles devem ser identificados pelos seus "frutos". Os "frutos" dos falsos mestres consistem, principalmente, no carácter dos seus seguidores (1 Jo 4_5-6). O falso mestre produzirá discípulos que manifestarão as seguintes características:

1) Serão cristãos professos, cuja lealdade é dedicada mais a indivíduos do que à Palavra de Deus (v. 21). Honram e servem a criatura mais do que ao seu Criador (cf. Rm 1:25)

2) Serão seguidores que se ocupam mais com os seus próprios desejos do que com a glória e a honra de Deus. Sua doutrina será mais antropocêntrica do que teocêntrica (v v. 21-23).

3) Serão discípulos que aceitam doutrinas e tradições dos homens, mesmo que isso contradiga a Palavra de Deus (v v. 24-27; 1 Jo 4:6).

4) Serão seguidores que buscam mais a experiências religiosas e as manifestações sobrenaturais do que a Palavra de Deus e seus padrões de justiça. A sua experiência religiosa ou manifestações espirituais são a sua autoridade final quanto à autenticidade da verdade (v v. 22,23), e não todo o conselho da Palavra de Deus.

5) Serão seguidores que não suportarão a sã doutrina, mas procurarão mestres que lhes ofereçam a salvação em conjunto com o caminho largo da injustiça (v v. 13,14,23).  

 

 

 

Mateus 7:14

13 Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;

14 porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram.

 

7.14 ESTREITA É A PORTA... E POUCOS OS QUE A ENCONTREM.

Cristo ensinou que não devemos esperar que a maioria O siga pelo caminho que leva à vida.

1) São poucos os que querem entrar pela porta humilde do verdadeiro arrependimento e, em seguida, negar-se a si mesmo para seguir a Jesus, esforçar-se sinceramente para obedecer aos seus mandamentos, buscar zelosamente o seu reino e a sua justiça e perseverar até ao fim com verdadeira fé, pureza e amor.

2) Jesus, no Sermão do Monte, descreve as grandes bênçãos que pertencem aos discípulos do seu reino (Mt 5:3-12), mas Ele também ressalta que esses discípulos não escaparão à perseguição (Mt 5:10-12). Além disso, contrastando com alguns evangelistas que pregam que "ser salvo" é uma das coisas mais fáceis deste mundo, Jesus ensinava que segui-Lo importa em sérias obrigações no tocante à justiça, à aceitação da perseguição, ao amor aos inimigos e à renuncia pessoal.

 

Mateus 7:1

1 Não julgueis, para que não sejais julgados.

2 Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.

3 E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?

4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?

5 Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.

6 Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, para não acontecer que as calquem aos pés e, voltando-se, vos despedacem.

 

7.1 Não julgueis.

Jesus condena o hábito de criticar os outros, sendo nós mesmos faltosos.

O crente deve, em primeiro lugar, submeter-se ao justo padrão de Deus, antes de pensar em examinar e influenciar a conduta de outros cristãos (v v. 3-5).

1) Cristo não está a abolir a necessidade do exercício do discernimento e de fazermos avaliação dos pecados dos outros. O crente é ordenado a identificar faltosos ministros dentro da igreja (v. 15) e avaliar o carácter de certas pessoas (v. 6; c.f. Jo 7:24; 1 Co 5:12).

2) Mateus 7:1 não deve servir de desculpa para a omissão do exrecício da disciplina na Igreja.

 

Mateus 5:10-16

10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.

11 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa.

12 Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.

13 Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens.*

14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte;

15 nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa.

16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.

 

5.10 Perseguidos por causa da justiça.

Todos os que procuram viver de acordo com a Palavra de Deus, por amor à justiça sofrerão perseguição.

1) Aqueles que conservam os padrões divinos da verdade, da justiça e da pureza e que, ao mesmo tempo, se recusam a transigir com a presente sociedade pecaminosa e com o modo de vida dos crentes mornos (Ap 2; 1-4, 14-22) sofrerão impopularidade, rejeição e críticas.

O mundo lhes moverá perseguição e oposição (Mt 10:22; 24:9; Jo 15:19) e, às vezes, da parte de membros da igreja professa (At 20:28-31; 2 Co 11:3-15; 2 Tm 1:15; 3:8-14; 4:16). Ao experimentar tal sofrimento, o cristão deve regozijar-se (Mt 5:12), porque Deus outorga a maior bênção àqueles que mais sofrem (2 Co 1:5; 2 Tm 2:12; 1 Pe 1:7; 4:13).

2) O cristão deve precaver-se da tentação de transigir quanto à vontade de Deus, a fim de evitar a vergonha, a ridicularização, o constrangimento, ou algum prejuízo (Mt 10:33; Mc 8:38; Lc 9:26; 2 Tm 2:12).

Os princípios do reino de Deus nunca mudam : "Todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições" (2 Tm 3:12). A promessa aos que enfrentam e suportam perseguições por causa da justiça é que dos tais é o reino dos céus.

 

5.13 O sal da terra.

Os cristãos são "o sal da terra". Dois dos valores do sal são: o sabor e o poder de preservar da corrupção. O cristão e a igreja, portanto, devem ser exemplos para o mundo e, ao mesmo tempo, militarem contra o mal e a corrupção na sociedade.

1) As igrejas mornas apagam o poder do Espírito Santo e deixam de resistir ao espírito predominante no mundo.

2) Tais igrejas serão destruídas, "pisoteadas pelos homens" (* ver vers. 13); i.e., os mornos serão destruídos pelos maus costumes e pelos baixos valores da sociedade ímpia (c.f. Dt 28:13, 43,48; Jz 2:20-22).

 

 

João 11:1-6

 

Quão singular e maravilhoso é o amor de Cristo!

 
Por muitos anos, tenho procurado entender como a centralidade de Deus em Si mesmo se relaciona com o seu amor por pecadores como eu.
Muitas pessoas não vêem a paixão de Deus por sus glória como um acto de amor. Uma das razões para isto é o facto de que temos absorvido a definição do mundo a respeito do amor. O mundo diz: você é amado quando é mimado
O maior problema desta definição de amor é que, ao tentarmos aplicá-la ao amor de Deus por nós, ela distorce a realidade. O amor de Deus por nós não se revela principalmente em que Ele nos valoriza, e sim em que Ele nos dá capacidade de nos regozijarmos em apreciá-Lo para sempre.
Se centralizamos e focalizamos o amor de Deus em nosso valor, estamos nos afastando do que é mais precioso, ou seja, Ele mesmo. O amor labuta e sofre para nos cativar com aquilo que é infinita e eternamente satisfatório: Deus mesmo. Por conseguinte, o amor de Deus labuta e sofre para aniquilar nossa escravidão ao ídolo "eu" e focalizar nossas afeições no tesouro de Deus. Podemos ver isto, de maneira surpreendente, na história da enfermidade de Lázaro, em João 11:1-6: Ora, estava enfermo um homem chamado Lázaro, de Betânia, aldeia de Maria e de sua irmã Marta. E Maria, cujo irmão Lázaro se achava enfermo, era a mesma que ungiu o Senhor com bálsamo, e lhe enxugou os pés com os seus cabelos. Mandaram, pois, as irmãs dizer a Jesus: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas. Jesus, porém, ao ouvir isto, disse: Esta enfermidade não é para a morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela. Ora, Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro. Quando, pois, ouviu que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde se achava.

 

Observe três coisas admiráveis:

1. Jesus escolheu deixar Lázaro morrer. No versículo 6, lemos: Quando, pois, ouviu que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde se achava.

Não houve pressa. A intenção de Jesus não era impedir o sofrimento da família, e sim ressuscitar Lázaro de entre os mortos. Isto seria verdade mesmo se Lázaro já estivesse morto, quando o mensageiro chegou a Jesus. Ele deixou Lázaro morrer ou permaneceu por mais tempo, para deixar evidente que não tinha pressa de trazer alívio imediato ao sofrimento. Algo mais importante O impelia.

 

2. Jesus era movido pelo amor para com a glória de Deus, manifestada em seu tremendo poder. No versículo 4, Ele disse:  Esta enfermidade não é para a morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela.

 

3. Entretanto, tanto a decisão de deixar Lázaro morrer como a motivação de glorificar a Deus foram expressões de amor para com Maria, Marta e Lázaro. O evangelista João mostra-nos isto pela maneira como ele uniu os versículos 5 e 6: Ora, Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro. Quando, pois, ouviu que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde se achava.

 

OH! Muitas pessoas _ inclusive crentes _  murmurariam por haver Jesus, insensívelmente, deixado Lázaro morrer e permitir que Marta, Maria, Lázaro e outros passassem por aquele sofrimento e infelicidade! E, se os nossos contemporâneos percebessem que Jesus fez isso motivado pelo desejo de magnificar a glória de Deus, quantos não considerariam a atitude de Jesus como insensível e severa? Isto revela quanto a maioria das pessoas estima levar uma vida livre de sofrimentos muito mais do que estima  a glória de Deus. Para a maioria das pessoas, o amor é aquilo que coloca o bem-estar humano como o centro de tudo. Por conseguinte, o comportamento de Jesus é ilógico para tais pessoas. Não podemos ensinar a Jesus o que o amor significa. Não podemos intruí-Lo a respeito de como Ele nos deve amar e colocar-nos no centro de tudo. Devemos aprender dEle o que significa o amor e o que é o verdadeiro bem-estar.

O amor é fazer tudo que for necessário para ajudar os outros a verem e experimentarem a glória de Deus em Cristo, para todo o sempre.

O amor mantém a Deus no centro, porque a alma foi criada para Deus.

Nas palavras de sua oração, Jesus confirma que estamos certos: "Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo" (Jo 17:24).

Podemos presumir que esta oração seja um acto de amor de Jesus. Mas, o que é que Ele pediu? Pediu que, no fim, vejamos a sua glória. O amor dEle por nós O torna central. Jesus é o único Ser cuja auto-exaltação é um acto sublime de amor. Isso é verdade porque a realidade mais satisfatória que podemos conhecer é Jesus. Portanto, para nos dar esta realidade, Ele tem de dar-nos a Si mesmo. O amor de Jesus O impeliu a orar e a morrer por nós, não para que o nosso valor se tornasse central, e sim para que a glória dEle se tornasse central e pudéssemos vê-la e desfrutá-la por toda a eternidade. "Pai, a minha vontade é que... estejam também comigo... para que vejam a minha glória".

Isto é o que significa para Jesus amar-nos. O amor divino labuta e sofre para nos cativar com aquilo que é infinita e eternamente satisfatório: Deus em Cristo.

Oh! Que vejamos a glória de Cristo _ pela qual Ele deixou Lázaro morrer e pela qual Ele foi à cruz.

 

Ó Deus, cativa-nos com este amor,

Abre-nos os olhos do coração, para vermos

E provarmos a glória de Cristo.

E, quando cativados por 

Sermos amados desta maneira,

Faze-nos amorosos como Jesus.

Labutemos e soframos para levar muitos, 

Quantos pudermos, a este amor todo-satisfatório.

Em nome de Jesus, oramos. Amén.  

 

 

 

John Piper

 

 

Mateus 5:1-4

O sermão da montanha

1 Jesus, pois, vendo as multidões, subiu ao monte; e, tendo se assentado, aproximaram-se os seus discípulos,

2 e ele se pôs a ensiná-los, dizendo:

3 Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.

4 Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.

 

5.1 O sermão do monte.

Nos capítulos 5_7, temos o chamado Sermão do Monte. Contém a revelação dos princípios divinos da justiça, segundo os quais todos os cristãos devem viver pela fé no Filho de Deus (Gl 2:20), e mediante o poder do Espírito Santo que neles habita (cf. Rm 8:2-14; Gl 5:16-25).

Todos nós que pertencemos ao reino de Deus, devemos ter uma intensa fome e sede da justiça de que trata este sermão de Cristo.

 

5.3 Bem-aventurados os pobres de espírito.

A palavra "bem-aventurados" refere-se ao estado abençoado daqueles que, por seu relacionamento com Cristo e a sua Palavra, receberam de Deus o amor, o cuidado, a  salvação e Sua presença diária. Há certas condições necessárias para recebermos as bençâos do reino de Deus. Para recebê-las, devemos viver segundo os padrões revelados por Deus nas Escrituras e nunca pelos do mundo. A primeira destas condições é ser "pobre de espírito", o que significa reconhecermos que não temos qualquer auto-suficiência espiritual; que dependemos da vida o Espírito; do poder e graça divinos para podermos herdar o reino de Deus.

 

5.4 Os que choram.

Aqui, "chorar" é contristar-se profundamente por causa das nossas próprias fraquezas quando nos medimos com o padrão divino de justiça (v. 6:6,33). É também para sentirmos pesar por aquilo que entristece a Deus. É ter nossos sentimentos em sintonia com os sentimentos de Deus. É sentir aflição em nosso espírito por causa do pecado, da imoralidade e da crueldade prevalecentes no mundo (Ver Lc 19:41; At 20:19; 2 Pedro 2:8).

 

 

 

 

Mateus 4:12-25

Jesus começa a pregar

12 Ora, ouvindo Jesus que João fora entregue, retirou-se para a Galiléia;

13 e, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de Zabulom e Naftali;

14 para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías:

15 A terra de Zabulom e a terra de Naftali, o caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia dos gentios,

16 o povo que estava sentado em trevas viu uma grande luz; sim, aos que estavam sentados na região da sombra da morte, a estes a luz raiou.

17 Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei- vos, porque é chegado o reino dos céus.

 

A chamada dos primeiros discípulos

18 E Jesus, andando ao longo do mar da Galiléia, viu dois irmãos - Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, os quais lançavam a rede ao mar, porque eram pescadores.

19 Disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.

20 Eles, pois, deixando imediatamente as redes, o seguiram.

21 E, passando mais adiante, viu outros dois irmãos - Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, no barco com seu pai Zebedeu, consertando as redes; e os chamou.

22 Estes, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram- no.

 

Jesus cura os enfermos

23 E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino, e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo.

24Assim a sua fama correu por toda a Síria; e trouxeram-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias doenças e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos; e ele os curou.

25 De sorte que o seguiam grandes multidões da Galiléia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judéia, e dalém do Jordão.

 

4.19 Pescadores de homens.

O crente, seja ele pastor, evang

elista, missionário, escritor, ensinador, diácono, ou apenas um membro da Igreja, se não estiver ocupado, procurando trazer outras pessoas a Cristo, está falhando em seu dever na obra de Deus. (Mt 28:19; Lc 5:10; Jo 15:16; At 1:8; 1 Co 9:19-22).

 

4:23 O reino, e curando.

Nos Evangelhos, o reino de Deus está estreitamente associado à cura, aos milagres e à expulsão de demónios (Mt 4:23-24; 9:35; 10:7-8; 12:28; Lc 9:1-2; cf. At 8:6-7,12). O reino de Deus inclui bençãos para o corpo, e não somente para a alma.

 

 

Mateus 4:9-11

Mateus 4

9 e disse-lhe: Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares.

10 Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.

11 Então o Diabo o deixou; e eis que vieram os anjos e o serviram.

 

4:10 Satanás.

Satanás (do gr. satan, que significa adversário), foi antes um elevado anjo, criado perfeito e bom. Foi designado como ministro junto ao trono de Deus, porém num certo tempo, antes  de o mundo existir, rebelou-se e tornou-se o principal adversário de Deus e, mais tarde, dos homens (Ez 28:12-15).

1) Satanás na sua rebelião contra Deus arrastou consigo uma grande multidão de anjos das ordens inferiores (Ap 12:4) que podem ser identificados (após sua queda) com os demónios ou espíritos malignos. Satanás e muitos desses anjos inferiores decaídos foram banidos para a terra e sua atmosfera circundante, onde operam limitados segundo a vontade permissiva de Deus.

2) Satanás, também chamado "a serpente", provocou a queda da raça humana (Gn 3:1-6)

3) O império do mal sobre o qual Satanás reina (Mt 12:26) é altamente organizado e exerce autoridade sobre as regiões do mundo inferior, os anjos caídos (Mt 25:41; Ap 12:7), os homens perdidos (Mt 8:9; Jo 12:31; Ef 2:2) e o mundo em geral (Lc 4:5-6; 2 Co 4:4). Satanás não é omnipresente, omnipotente, nem omnisciente; por isso a maior parte da sua actividade é delegada a seus inumeráveis demónios (Mt 8:28; Ap 16:13-14).

4) Jesus veio à terra a fim de destruir as obras de Satanás (1 Jo 3:8), de estabelecer o reino de Deus e de livrar o homem do domínio de Satanás (Mt 12:28; Lc 4:19; 13:16; At 26:18). Cristo, pela sua morte e ressurreição, derrotou Satanás e  ganhou a vitória final de Deus sobre ele (Hb 2:14).

5) No fim da presente era, Satanás será confinado ao abismo durante mil anos (Ap 20:1-3). Depois disso será solto, após o que fará uma derradeira tentativa de derrotar a Deus, seguindo-se sua ruína final, que será o seu lançamento no lago de fogo (Ap 20:7-10).

6) Satanás, actualmente guerreia contra Deus e seu povo (Ef 6:11-18), procurando desviar os fiéis da sua lealdade a Cristo (2 Co 11:3) e fazê-los pecar e viver segundo o sistema do mundo (cf. 2 Co 11:3; 1 Tm 5:15; 1 Jo 5:19). O cristão deve orar sempre por livramento do poder de Satanás (Mt 6:13), para se manter alerta contra seus ardis e tentações (Ef 6:11), e resistir-lhe no combate espiritual, permanecendo firme na fé (Ef 6:10-18; 1 Pe 5:8-9).

 

 

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